BELO HORIZONTE — A defesa da policial civil Ana Luiza Guimarães Carvalho contestou a prisão preventiva decretada contra ela no caso que apura uma possível fraude na apreensão de drogas durante uma operação na Pampulha. O advogado Thiago Braga afirmou que o mandado foi expedido de forma "temerária" e disse que ainda há recursos pendentes de julgamento.
A policial se apresentou espontaneamente às 9h10 desta sexta-feira (18) na Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Crime Organizado. Ela estava acompanhada do advogado. A unidade fica na Rua Conselheiro Lafaiete, no Bairro Sagrada Família, Região Leste de Belo Horizonte.
Segundo a defesa, a investigação ainda está no começo e não há instrução processual em andamento. O advogado declarou que pretende demonstrar a inocência de Ana Luiza ao longo do procedimento. Também afirmou que informações divulgadas sobre o caso "não condizem com a realidade".
Braga disse ainda que a policial tem quase 20 anos de atuação na Polícia Civil sem registros de condutas que levantassem suspeitas sobre seu trabalho.
Decisão da Justiça
A apresentação ocorreu um dia depois de a Justiça revogar a prisão preventiva de pai e filho presos durante a operação que originou a apuração. A decisão apontou dúvidas sobre a regularidade da apreensão de drogas no imóvel vistoriado e considerou que a manutenção da prisão não era necessária naquele momento.
A ação foi realizada pelo Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) em 7 de agosto, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Na ocasião, pai e filho foram presos sob suspeita de tráfico de drogas, depois que policiais disseram ter encontrado uma arma de fogo e uma barra de maconha na residência alvo do mandado de busca e apreensão.
Imagens feitas durante a operação levantaram dúvidas sobre a maneira como o entorpecente foi localizado. A Corregedoria da Polícia Civil abriu investigação para apurar se a droga teria sido colocada no imóvel para forjar o flagrante. Três policiais civis passaram a ser investigados e tiveram a prisão preventiva decretada.
A Polícia Civil confirmou que o mandado de prisão cautelar contra o terceiro policial suspeito, Rodrigo Otávio, foi cumprido. A corporação informou que a investigação corre em sigilo.



