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Investigação aponta abordagem de adolescentes e violência sexual por estudante em BH

Polícia Civil de Minas Gerais indiciou estudante de medicina por estupro e registro não autorizado de intimidade sexual.

Investigação aponta abordagem de adolescentes e violência sexual por estudante em BH
Foto: Reprodução

Depoimentos reunidos pela Polícia Civil de Minas Gerais apontam que Manoel Antonio Januario Filho, estudante de medicina de 23 anos, frequentava shoppings próximos a escolas particulares de Belo Horizonte para observar e abordar adolescentes durante o horário do almoço.

Um amigo ouvido no inquérito afirmou que o investigado se aproximava pessoalmente de algumas estudantes e procurava os perfis delas nas redes sociais para enviar mensagens. O depoente também disse que o estudante teria se relacionado com alunas de uma das escolas citadas na investigação. Ainda conforme o inquérito, ele se autodenominava “Lobo Mau” e era conhecido como “Maníaco”.

O estudante foi indiciado na última terça-feira (15) pela Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de estupro e registro não autorizado de intimidade sexual. A conclusão ocorreu na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Belo Horizonte.

Relatos de violência sexual

A investigação reúne depoimentos de mulheres que atribuem ao estudante relações sexuais sem consentimento, recusa em usar preservativo e desrespeito a pedidos para interromper os atos.

Em um caso ocorrido em março deste ano, uma mulher afirmou que havia concordado com a relação sexual sob a condição de que fosse utilizado preservativo. Segundo o relato, o estudante não usou a proteção, ignorou os pedidos para parar e teria empregado força física para contê-la. Depois, ela procurou atendimento médico por dores na região genital. Com base na documentação apresentada, a Justiça autorizou um exame de corpo de delito indireto.

Outra mulher relatou à polícia uma tentativa de estupro em 2025. Ela disse que foi levada ao apartamento do estudante após sair com ele e que o investigado teria tentado forçá-la a manter relações sexuais, apesar da recusa. A jovem afirmou que resistiu e pediu para ir embora. Conforme o depoimento, a situação terminou depois que ela ameaçou pular da janela.

Imagens e apreensões

A Polícia Civil também apura a produção e o compartilhamento, sem autorização, de fotos, registros e vídeos de encontros íntimos. Testemunhas disseram ter visto no celular do investigado vídeos de relações sexuais que teriam sido gravadas sem o consentimento das mulheres. Depoimentos ainda apontam que parte do material teria sido compartilhada em um grupo de WhatsApp formado por outros estudantes.

A Justiça autorizou buscas na residência do estudante. Foram recolhidos smartphones, tablets e um dispositivo de armazenamento externo com capacidade de 1 TB. Também houve autorização para quebrar o sigilo telemático e acessar dados de contas de armazenamento em nuvem vinculadas ao investigado.

Defesa

Em depoimento, o estudante afirmou que a relação sexual investigada foi consensual. Quando questionado sobre ter interrompido o ato após um pedido da mulher, os advogados interromperam a oitiva, alegando que ele estaria sendo induzido a erro. Depois, o investigado exerceu o direito de permanecer em silêncio, e o depoimento foi encerrado.

A defesa informou anteriormente que não comentaria o conteúdo da investigação por causa do sigilo legal do caso.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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