BELO HORIZONTE — O laudo pericial concluiu que a diarista Paola Stefany Neto Cirino não tinha incapacidade mental quando, conforme a investigação, matou Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi vítima de duplo latrocínio em junho desse ano, em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pelo advogado da acusada.
A avaliação foi determinada pela Justiça depois que Paola afirmou ter agido durante um “surto psicótico”. Os peritos fizeram uma entrevista pessoal com a mulher e analisaram os elementos disponíveis. A conclusão foi que ela mantinha a capacidade de compreender o que fazia e de orientar as próprias decisões com base nesse entendimento.
O advogado informou que o documento foi enviado à equipe médica de Paola. Os profissionais ainda vão avaliar se haverá contestação do resultado.
Depoimentos reunidos durante a investigação apontam histórico de instabilidade emocional e ideação suicida. A diarista também já recebeu atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz e no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Ribeirão das Neves.
Paola está presa desde o início de julho. Quando foi capturada, estava com o filho, de seis anos. Aos investigadores, ela confessou ter colocado comprimidos de um medicamento na comida das vítimas antes de atacá-las com uma faca encontrada na casa.
Os idosos foram mortos na última segunda-feira (29), e o crime foi descoberto no dia seguinte pelo filho do casal. Imagens de câmeras registraram Paola entrando e saindo do prédio, no bairro São Pedro. Ela também apareceu descartando em uma caçamba uma blusa suja de sangue e depois entrando em um veículo.



