A renda média mensal de trabalhadores com deficiência foi de R$ 2.053 em 2022, valor equivalente a cerca de 71% do rendimento dos profissionais sem deficiência, que recebiam R$ 2.890 por mês. Os dados fazem parte de estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18).
Quando são considerados salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, os domicílios com pessoas com deficiência registraram rendimento médio mensal de R$ 3.626. O valor correspondeu a 76,4% da renda das famílias sem pessoas com deficiência, cuja média chegou a R$ 4.748.
Diferenças na ocupação
A taxa de ocupação entre pessoas com deficiência foi de 29% em 2022. Entre quem não tinha deficiência, o índice alcançou 55,8%, uma diferença de 26,8 pontos percentuais.
A intensidade da limitação também esteve relacionada ao acesso ao trabalho. A ocupação ficou em 21,2% entre pessoas com deficiência profunda e em 30,5% no grupo com deficiência severa. Considerando o tipo de dificuldade, o menor índice foi identificado entre pessoas com limitações associadas às funções mentais, com 12,9%. A maior taxa apareceu entre aquelas com dificuldade de enxergar: 35,9%.
As mulheres com deficiência apresentaram taxa de ocupação de 24,4%, abaixo dos 35,4% registrados entre os homens com deficiência. O percentual também ficou inferior ao das mulheres sem deficiência, que alcançou 47,0%.
Entre mulheres que viviam em domicílios com crianças com deficiência, o nível de ocupação foi de 43,1%. Nas residências com crianças sem deficiência, a taxa chegou a 55,2%.
Perfil da população
O Brasil tinha 14,407 milhões de pessoas com deficiência em 2022, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais de idade. Para o IBGE, fazem parte desse grupo as pessoas que têm muita dificuldade ou não conseguem realizar pelo menos uma das funções investigadas, como enxergar, caminhar, pegar objetos ou desempenhar funções mentais.
A dificuldade de enxergar reunia o maior contingente, com 7,948 milhões de pessoas. Na sequência, estavam aquelas com dificuldade para caminhar ou subir degraus, que somavam 5,173 milhões. Também foram identificadas 2,727 milhões de pessoas com dificuldade para pegar objetos pequenos, 2,689 milhões com limitações associadas às funções mentais e 2,555 milhões com dificuldade de ouvir. Ao todo, 3,966 milhões tinham duas ou mais dificuldades associadas.
No recorte por raça e cor, 25,6% das mulheres com deficiência pretas ou pardas estavam ocupadas, contra 22,7% das brancas. Entre os homens, os percentuais foram de 36,0% para pretos ou pardos e 34,6% para brancos.



