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Renda por hora de trabalhadores de aplicativos fica abaixo da média privada

Pesquisa do IBGE mostra que plataformizados receberam R$ 16,2 por hora, enquanto os demais trabalhadores do setor privado ganharam R$ 18,4.

Renda por hora de trabalhadores de aplicativos fica abaixo da média privada
Foto: Divulgação

A diferença de remuneração por hora marcou o desempenho dos trabalhadores de plataformas de serviços em 2025. Mesmo com renda mensal média praticamente igual à dos demais ocupados do setor privado, os profissionais de aplicativos receberam R$ 16,2 por hora, abaixo dos R$ 18,4 registrados nas demais ocupações.

Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Trabalho por meio de plataformas digitais 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (4). O levantamento reuniu trabalhadores de aplicativos de transporte particular de passageiros, entrega de comida e produtos e serviços gerais ou profissionais.

A renda mensal média dos plataformizados foi de R$ 3.147, praticamente a mesma dos demais trabalhadores do setor privado, que alcançaram R$ 3.148. A jornada, porém, foi maior entre os profissionais de aplicativos: 44,7 horas semanais, contra 39,3 horas dos demais ocupados.

Motoristas e motociclistas

Entre os motoristas de aplicativo, o rendimento médio chegou a R$ 2.873, acima dos R$ 2.805 recebidos pelos demais motoristas. A diferença mensal não se repetiu no cálculo por hora: os plataformizados receberam R$ 14,4, enquanto os motoristas tradicionais ficaram com R$ 16,0 por hora. A jornada dos profissionais de aplicativo foi 5,5 horas maior por semana.

Até na comparação com motoristas tradicionais informais, cujo rendimento médio foi de R$ 15,7 por hora, o valor dos plataformizados ficou abaixo.

Os motociclistas de aplicativo tiveram renda mensal de R$ 2.221, superior aos R$ 1.802 dos trabalhadores tradicionais. No rendimento por hora, receberam R$ 11,4, contra R$ 10,1 dos demais motociclistas.

De acordo com o IBGE, essa vantagem é influenciada pela presença de trabalhadores informais entre os motociclistas tradicionais. Esse grupo recebeu R$ 9,0 por hora. Já os motociclistas tradicionais com carteira assinada ganharam R$ 12,1 por hora, além de contarem com cobertura previdenciária e direitos trabalhistas.

Evolução desde 2022

A jornada média dos trabalhadores de aplicativos caiu 1,7 horas desde 2022, quando era de 46,4 horas semanais, mas continuou acima da registrada no mercado de trabalho não plataformizado. Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, afirmou que a maior flexibilidade não impediu uma jornada mais extensa.

O rendimento médio dos plataformizados passou de R$ 3.115 em 2022 para R$ 3.151 em 2024 e recuou para R$ 3.147 em 2025. No mesmo intervalo, a renda dos demais trabalhadores do setor privado subiu 10,6%, de R$ 2.847 para R$ 3.148.

Segundo o IBGE, a diferença favorável aos plataformizados no começo da série, que chegou a 9,4%, deixou de existir. A estabilização da renda de motoristas e motociclistas influenciou o resultado. As duas categorias representam cerca de três quartos dos trabalhadores de plataformas. Para Fontes, a estagnação pode estar relacionada, entre outros fatores, à maior oferta de trabalho e ao aumento do número de pessoas disputando corridas e entregas.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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