O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, nesta terça-feira (15), uma reforma estatutária que estabelece um modelo de gestão profissional para o clube. A proposta recebeu 92,39% dos votos favoráveis, em uma votação com 696 participantes.
A mudança foi elaborada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, e prevê que a administração profissional fique sob responsabilidade de uma diretoria formada por executivos remunerados, escolhidos com base em critérios técnicos. A medida tem como objetivo ampliar a clareza e a transparência na execução da gestão.
Nova estrutura administrativa
O dia a dia do Flamengo passará a ser organizado a partir de duas lideranças. O Diretor-Geral ficará responsável pela área corporativa, enquanto o Diretor de Futebol comandará o futebol profissional e as categorias de base.
Os conselheiros continuarão participando da estrutura do clube. Um novo Conselho Gestor, chamado COGE, acompanhará metas, riscos e indicadores da gestão profissional, sem interferir diretamente nas operações diárias.
A reforma foi aprovada em meio a posições divergentes entre os conselheiros. Os defensores da mudança apontaram que o estatuto estava defasado, já que a última alteração havia ocorrido em 1992, há 34 anos. Os contrários avaliaram que o novo modelo pode ampliar a autonomia de Bap e reduzir a transparência para os conselheiros.
A profissionalização não transforma o Flamengo em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O clube seguirá como associação civil, pertencente aos próprios sócios, com as estruturas democráticas preservadas.
O Conselho Deliberativo permanece como instância máxima para decisões estruturantes. Já o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal continuarão responsáveis pelas funções de fiscalização.
Enquanto a mudança administrativa avança, o Flamengo se prepara para enfrentar o Del Valle (EQU) nesta quinta-feira (17), no jogo de volta das quartas de final da Libertadores. A partida será disputada no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília).



