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Mulheres e pessoas com limitações mentais têm menor ocupação, aponta IBGE

Estudo sobre 2022 mostra diferenças no acesso ao trabalho, na renda e no perfil da população com deficiência no Brasil.

Mulheres e pessoas com limitações mentais têm menor ocupação, aponta IBGE

As mulheres com deficiência tiveram nível de ocupação de 24,4% em 2022, abaixo dos homens com deficiência, que registraram 35,4%. O índice feminino também ficou inferior ao das mulheres sem deficiência, cuja taxa foi de 47,0%, segundo estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18).

A pesquisa mostra que a presença de crianças com deficiência no domicílio também aparece associada a uma diferença na ocupação feminina. Entre as mulheres que viviam nesses domicílios, o nível de ocupação foi de 43,1%. Nos domicílios com crianças sem deficiência, a taxa chegou a 55,2%.

Diferenças entre grupos

Entre as mulheres com deficiência, 25,6% das pretas ou pardas estavam ocupadas, ante 22,7% das brancas. A diferença também foi registrada entre os homens: 36,0% dos pretos ou pardos estavam ocupados, contra 34,6% dos brancos.

O tipo e a intensidade da deficiência alteraram os resultados do mercado de trabalho. A menor taxa foi identificada entre pessoas com limitações associadas às funções mentais, com 12,9%. Já o maior percentual apareceu entre aquelas com dificuldade de enxergar, com 35,9%.

A taxa ficou em 21,2% entre pessoas com deficiência profunda e em 30,5% entre aquelas com deficiência severa. No conjunto da população com deficiência, 29% estavam trabalhando em 2022. Entre as pessoas sem deficiência, 55,8% exerciam alguma atividade profissional, uma diferença de 26,8 pontos percentuais.

Renda e perfil da população

O trabalhador com deficiência tinha renda média mensal de R$ 2.053 em 2022. Entre os profissionais sem deficiência, o valor era de R$ 2.890. Considerando salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais, os domicílios com pessoas com deficiência tinham rendimento médio de R$ 3.626 por mês, enquanto os demais alcançavam R$ 4.748. O primeiro valor correspondia a 76,4% do segundo.

O Brasil tinha 14,407 milhões de pessoas com deficiência, equivalentes a 7,3% da população com 2 anos ou mais em 2022. O grupo com dificuldade de enxergar era o maior, com 7,948 milhões de pessoas, seguido pelo de dificuldade para caminhar ou subir degraus, com 5,173 milhões.

Também foram contabilizadas 2,727 milhões de pessoas com dificuldade para pegar objetos pequenos, 2,689 milhões com limitações associadas às funções mentais e 2,555 milhões com dificuldade de ouvir. Ao todo, 3,966 milhões tinham duas ou mais dessas dificuldades associadas.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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