O comparecimento às urnas no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 poderá ser usado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como prova de vida automática. A votação está marcada para 4 de outubro, e os dados eleitorais poderão ser aproveitados sem que o beneficiário precise ir a um banco ou a uma agência somente para fazer a comprovação.
A informação foi divulgada pelo INSS e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação integra os registros que podem ser consultados para verificar se aposentados, pensionistas e beneficiários assistenciais continuam vivos. A previsão está na Portaria PRES/INSS nº 1.408, de 2022.
Ausência não interrompe o pagamento
O TSE confirmou que não votar não provoca, por si só, o bloqueio automático de aposentadorias, pensões ou benefícios assistenciais. O INSS utiliza o sistema SIRIS, que reúne informações de diferentes bases públicas e procura outros registros capazes de confirmar a existência do beneficiário.
Entre os dados considerados estão informações ligadas à emissão de documentos, atendimentos e outras movimentações feitas pelo cidadão. Por isso, a falta à votação não significa automaticamente que o pagamento será interrompido.
No primeiro turno, a votação ocorrerá das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Serão escolhidos presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Consulta e alerta contra golpes
De acordo com o INSS, cerca de 40 milhões de beneficiários ativos estão incluídos no procedimento, entre aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais. Em 2024, informações eleitorais registraram eventos para mais de 20,9 milhões de beneficiários e ajudaram na atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida.
Quando não há registros suficientes, o beneficiário pode ser avisado de que precisa regularizar a situação. A consulta pode ser feita pelo Meu INSS ou pela Central 135.
O instituto também alerta que não envia mensagens com links para uma suposta regularização nem ameaça cortar benefícios. A reformulação busca ampliar o uso de bases públicas e diminuir a necessidade de deslocamento presencial, mantendo outras formas de verificação para quem não for votar.



