A Abegás pretende participar publicamente da regulamentação do Redata para defender que os data centers incluídos no programa possam utilizar gás natural. A associação afirma que a definição das regras deve respeitar o conteúdo aprovado pelo Congresso.
Em nota oficial prevista para segunda-feira (28), a entidade diz que uma regulamentação que ultrapasse esse texto pode gerar insegurança jurídica e resultar na apresentação de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para sustar as novas normas.
Gás como alternativa complementar
A associação argumenta que o gás natural pode complementar as fontes renováveis, garantindo fornecimento contínuo para os data centers. A Abegás também afirma que a geração a gás permitiria a instalação de empreendimentos no Sul e no Sudeste sem a necessidade de investimentos tão altos em novas linhas de transmissão a partir das áreas de maior geração renovável.
Para Marcelo Mendonça, diretor-executivo da Abegás, a neutralidade tecnológica permitiria o avanço dos projetos sem sobrecarregar o sistema de transmissão nem elevar a conta de energia dos demais consumidores. “Defender a neutralidade tecnológica é permitir que esses projetos avancem sem sobrecarregar o sistema de transmissão nem encarecer a conta de energia para os demais consumidores”, afirmou.
Mendonça também declarou que uma regulamentação além do texto aprovado pelo Legislativo pode “travar esses investimentos essenciais para o país”.



