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Relatório da PF leva Moraes a questionar atuação de Mendonça no caso Master

Em vídeo, ministro agradeceu a líderes religiosos e disse que as orações recebidas ajudam a sustentar sua família durante a crise no STF.

Relatório da PF leva Moraes a questionar atuação de Mendonça no caso Master
Foto: Rosinei Coutinho/STF

A crise envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) avançou para uma discussão sobre a atuação do ministro André Mendonça. Em uma petição, Alexandre de Moraes afirmou haver indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na condução dos casos Master e INSS.

Moraes também declarou, com base em informações citadas pela Polícia Federal, que Mendonça teria assumido atribuições da direção policial das investigações, conduzido de forma irregular tratativas sobre eventual delação e direcionado alvos por motivos pessoais e políticos. Entre os nomes mencionados no documento está o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Questionamentos sobre os relatórios

As mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citaram Moraes, Mendonça e Paulo Gonet. O material foi obtido pela Polícia Federal e apareceu em relatórios divulgados por Mendonça.

Na mesma decisão, Mendonça sugeriu que os elementos dos relatórios fossem analisados pelo plenário do STF. Depois da divulgação, determinou que a Procuradoria-Geral da República apresentasse um parecer. Gonet, citado nos documentos, afirmou que a investigação é nula e não poderia ter sido realizada sem solicitação do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.

Moraes citou a Constituição Federal e o regimento do STF ao afirmar que cabe a um órgão colegiado avaliar a possível prática de crime comum por magistrados. Ele também disse que o relatório da PF apontava medidas de Mendonça com “flagrante perda de imparcialidade”.

O documento da Polícia Federal mencionado por Moraes trazia uma ressalva: o relatório era de uso restrito, não tinha poder de decisão, não poderia ser usado como prova nem fundamentar representação ou ser citado como fonte em documento externo. Por isso, seu conteúdo foi tratado como indício, e não como prova de um processo.

Mensagem a líderes religiosos

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (4), Mendonça agradeceu a líderes religiosos pelas mensagens recebidas durante o período de crise no STF. O ministro afirmou que as orações e manifestações de carinho têm sido importantes para ele e sua família.

“Suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família”, disse Mendonça. Ao final, ele agradeceu a solidariedade, afirmou louvar a Deus pela vida dos religiosos e desejou bênçãos a eles e ao país.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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