A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o edital da Rota 2 de Julho, concessão que vai abranger 653,3 quilômetros das BRs-324 e 116, na Bahia. O contrato terá duração de 30 anos, e o leilão está previsto para 18 de dezembro de 2026, na B3, em São Paulo.
O trecho concedido inclui a BR-324 entre Salvador e Feira de Santana e a BR-116 no percurso entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais. Estão previstos R$ 14,33 bilhões em investimentos, dos quais R$ 10,52 bilhões devem ser aplicados nos primeiros oito anos da concessão.
O plano de obras inclui a duplicação de 306,6 quilômetros de rodovias, além da implantação de 63,7 quilômetros de faixas adicionais em pistas simples e de 192 quilômetros em pistas duplas. Também estão previstas 35,9 quilômetros de vias marginais, 42 passarelas, 239 acessos e 328 pontos de ônibus.
Cobrança eletrônica
A concessão adotará o sistema free flow, que permite a cobrança sem praças físicas e sem a necessidade de parada dos veículos. A previsão é instalar 12 pórticos no primeiro ano de operação: dois na BR-324 e 10 na BR-116. A cobrança deve começar no sexto mês.
Os motoristas poderão pagar por meio da identificação eletrônica do veículo ou de forma avulsa. O edital estabelece regras para situações de não pagamento ou evasão de pedágio, além de mecanismos de controle da arrecadação e dos serviços da concessionária.
A tarifa básica estimada para o primeiro ano é de R$ 0,08396 por quilômetro. O valor final dependerá do resultado do leilão e do desconto oferecido pela empresa vencedora.
A aprovação ocorreu na quinta-feira (3), em reunião extraordinária da diretoria da ANTT, sob relatoria do diretor Lucas Asfor. A Rota 2 de Julho substituirá o contrato anteriormente administrado pela ViaBahia.
Na mesma reunião, a agência aprovou o edital da Rota Agro Central, que reúne trechos das BRs-070, 174 e 364, em Mato Grosso e Rondônia. O leilão está marcado para 17 de dezembro, também na B3. O projeto terá quase 900 quilômetros, R$ 5,9 bilhões em investimentos e R$ 4,5 bilhões em custos operacionais ao longo da concessão.



