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Afastamento de diretor da PF amplia crise entre André Mendonça e a cúpula da corporação

Decisão do ministro do STF ocorreu após troca de acusações envolvendo investigações sobre o Banco Master e o INSS.

Afastamento de diretor da PF amplia crise entre André Mendonça e a cúpula da corporação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal nesta terça-feira (8). A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a medida, mas o julgamento foi suspenso depois que Gilmar Mendes pediu vista.

A decisão ocorreu em meio à crise entre Mendonça e a cúpula da PF, intensificada após a abertura de investigações sobre os vínculos do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso do Banco Master.

Medidas adotadas por Mendonça

Em abril, Mendonça restringiu o acesso às investigações da PF aos delegados que integravam diretamente as equipes dos inquéritos. A medida também atingiu integrantes da cúpula da corporação e superiores hierárquicos dos investigadores. O objetivo apresentado foi evitar interferências e vazamentos.

O ministro também determinou, em junho, que a PF concluísse em até 60 dias a análise de materiais apreendidos na operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. A corporação pediu mais prazo e informou que havia 11 agentes no caso, embora fossem necessários mais de 40.

Entre os procedimentos estava a análise relacionada à quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida havia sido autorizada por Mendonça em fevereiro.

A condução do caso Master também provocou críticas de Gilmar Mendes. O ministro acusou Mendonça de interferir em negociações de delação de Vorcaro que haviam sido rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República. Gilmar afirmou que o direcionamento de uma colaboração para atingir alvos políticos prejudicaria a validade do acordo e de seus possíveis resultados.

Relatório da PF e novas acusações

Na última terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF sobre contatos entre Vorcaro e uma pessoa apontada como Alexandre de Moraes. As mensagens indicariam que o banqueiro perguntou ao ministro se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso, em 17 de novembro de 2025. O documento também mencionaria alterações em um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, além de encontros entre os dois desde 2024.

Paulo Gonet, procurador-geral da República, pediu a anulação do relatório e afirmou que Mendonça “se valeu da polícia” para impor a investigação de Moraes.

Em resposta, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O pedido foi encaminhado a Edson Fachin, presidente do STF, na última quinta-feira (3), no âmbito do inquérito das fake news.

Moraes usou um relatório interno da PF, sem valor probatório, para sustentar as acusações. O documento mencionava, entre outros pontos, uma suposta atuação de Mendonça para direcionar investigações contra Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Mendonça confirmou ainda que Daniel Vorcaro prestou depoimento com a presença do Ministério Público e sem a PF. Em nota, disse que a oitiva foi solicitada pela defesa do banqueiro, que alegou sofrer intimidações, e que não foram tratados assuntos relacionados a Moraes.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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