A atuação da Suprema Corte e da Procuradoria-Geral da República diante da crise envolvendo o Judiciário precisa oferecer tranquilidade à sociedade, afirmou Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (4). O presidente cobrou transparência nas investigações relacionadas ao caso Banco Master e disse que não pode haver proteção para envolvidos.
Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, Lula declarou que os fatos estão sendo apurados. Também mencionou as expectativas sobre o trabalho da Suprema Corte e da Procuradoria-Geral da República, sob responsabilidade de Paulo Gonet e Fachin.
"Está nas suas costas e nas costas do Paulo Gonet a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada", afirmou.
Debate sobre a reforma
Lula disse que pretende promover, ao longo do próximo ano, uma discussão sobre mudanças na estrutura do Judiciário brasileiro caso seja reeleito. Ele lembrou que seu governo conduziu a reforma aprovada durante seu primeiro mandato, quando Márcio Thomaz Bastos ocupava o Ministério da Justiça e Nelson Jobim presidia a Suprema Corte.
Segundo o presidente, uma nova reforma seria necessária para fortalecer a confiança da população nas instituições. Ele afirmou que a Justiça precisa continuar sendo uma referência para a sociedade.
O presidente também defendeu que autoridades não usem seus cargos para obter vantagens pessoais e que todas as pessoas estejam submetidas às mesmas regras previstas na legislação.
"Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação", declarou.
As falas ocorreram após Lula afirmar, em pronunciamento divulgado na quarta (3), que o país não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Na ocasião, ele defendeu a apuração dos fatos sem blindagem de ninguém e criticou o uso de vazamentos por interesses políticos ou econômicos.
Nesta sexta-feira (4), o presidente também disse que instituições sólidas são necessárias para proteger a democracia. Fachin pediu licença para abordar o tema durante a cerimônia, mencionou que os fatos estão sendo apurados e prometeu o fim do inquérito das fake news. Paulo Gonet não tratou do assunto em sua fala.



