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PF aponta possível diferença de critérios em casos ligados a ACM Neto e Lulinha

Relatórios mencionados por Alexandre de Moraes também classificam Davi Alcolumbre como possível alvo estratégico nas apurações sobre André Mendonça.

Relatório da PF compara tratamento dado a ACM Neto e Lulinha em avaliações de Mendonça
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam a possibilidade de critérios diferentes nas avaliações sobre ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em investigações relacionadas ao ministro André Mendonça. Os documentos foram citados pelo ministro Alexandre de Moraes em pedido enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para apurar possíveis irregularidades.

Em uma reunião realizada em 13 de agosto, Mendonça teria avaliado que ACM Neto, candidato ao Governo da Bahia, exercia atividade de representação de interesses dentro dos limites permitidos. A PF, porém, identificou semelhanças entre a situação do ex-prefeito de Salvador e a de Fábio Luís em outros contextos investigativos.

A partir dessa comparação, os relatórios levantam a hipótese de que pessoas envolvidas em fatos semelhantes estariam sendo submetidas a exigências probatórias diferentes conforme sua posição política. O documento registra que a situação de ACM Neto “guarda similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva”.

A análise também menciona uma possível diferença na forma de organizar os procedimentos envolvendo ACM Neto e Antonio Rueda. Conforme o relatório, Mendonça teria sugerido que os casos fossem tratados em petições separadas, apesar de uma conexão aparente entre as condutas. A PF contrapõe essa orientação a um episódio de julho de 2026, quando o ministro teria contestado o desmembramento de uma apuração em que, segundo o documento, não havia conexão.

Alcolumbre é citado como alvo estratégico

Outro trecho reproduzido por Moraes afirma que Davi Alcolumbre, senador do União-AP e presidente do Senado, seria um possível alvo estratégico nas apurações conduzidas por Mendonça. A avaliação considera a força política do parlamentar, a possibilidade de permanência no comando do Senado e o controle da pauta da Casa, incluindo pedidos de impeachment de ministros do STF.

A PF também aponta que Antonio Rueda, presidente do União Brasil, poderia ser visto como uma rota de acesso a Alcolumbre. O documento relaciona essa hipótese a uma desavença entre os dois durante a indicação de Mendonça para o Tribunal, no governo passado.

Na ocasião, Alcolumbre presidia a Comissão de Constituição e Justiça do Senado e levou 142 dias, cerca de quatro meses e meio, para marcar a sabatina de Mendonça.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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