O saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ainda terá 4 liberações em 2026. A modalidade permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parcela do saldo disponível no mês de seu aniversário.
A adesão ao saque-aniversário muda a forma de acesso ao dinheiro em caso de demissão sem justa causa. Nessa situação, o trabalhador não pode retirar o saldo total da conta, mas mantém o direito de receber a multa rescisória de 40% sobre os depósitos feitos pelo empregador.
Como funciona o FGTS
O FGTS é formado por depósitos mensais realizados pelo empregador em uma conta vinculada na Caixa. O valor corresponde a 8% do salário bruto, além de outras verbas trabalhistas, como adicional de férias e 13º salário.
Para calcular o depósito mensal, é preciso multiplicar a remuneração bruta por 0,08. Um trabalhador que recebe R$ 2 mil, por exemplo, tem direito a um depósito de R$ 160 na conta vinculada. Esse valor não pode ser descontado do salário.
Na demissão sem justa causa, o trabalhador que não optou pelo saque-aniversário pode retirar o saldo integral da conta ativa e receber a multa de 40%. Já quem escolheu a modalidade anual não pode sacar todo o saldo na rescisão, embora continue com direito à multa.
Cálculo e consulta do saldo
O valor do saque-aniversário é calculado com base na tabela da Caixa. A regra considera uma alíquota entre 5% a 50% sobre o saldo total, além de uma parcela fixa adicional, que varia conforme a faixa de saldo.
O saldo pode ser consultado pelo Aplicativo FGTS, disponível para Android/iOS. O trabalhador deve fazer login com CPF e senha para acessar o valor total e os extratos. Também é possível consultar as informações pelo site da Caixa, pelo Internet Banking, no caso de clientes, ou em agências físicas.



