A Caixa Econômica Federal decidiu reabrir a mesa de negociação coletiva com os sindicatos e desistiu de acionar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra os bancários. A paralisação nas agências, porém, continua por tempo indeterminado, enquanto a categoria aguarda uma nova proposta.
O banco também suspendeu medidas administrativas que poderiam cortar direitos temporariamente. Mesmo com a retomada das conversas, o comando nacional dos trabalhadores optou por manter a greve.
Serviços que continuam disponíveis
A paralisação não interrompe os depósitos automáticos. Os repasses do Bolsa Família e do Pé-de-Meia programados para a segunda quinzena de setembro seguem o calendário oficial, sem suspensão nas ordens de liberação.
Os pagamentos regulares do INSS e do FGTS também continuam sendo feitos nas contas digitais. A dificuldade pode aparecer para quem precisa comparecer a uma agência para resolver pendências cadastrais, auditorias de documentos ou problemas na conta.
A emissão da primeira via do Cartão do Cidadão, os desbloqueios de segurança e as alterações de senha realizadas nos balcões também podem sofrer atrasos devido ao número reduzido de funcionários.
Os aplicativos Caixa Tem e App FGTS permanecem funcionando para transferências, Pix e consultas de saldo. Saques podem ser realizados em caixas eletrônicos, terminais do Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Motivos da paralisação
A greve começou após a rejeição das propostas de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e está relacionada à insatisfação dos empregados com cortes de benefícios. Entre as reivindicações estão a defesa do modelo e do custeio do plano Saúde Caixa, o repúdio a metas abusivas, a redução da sobrecarga de trabalho e mudanças nas regras do regulamento Super Caixa.
Os trabalhadores também pedem o fim do atendimento simultâneo nas agências. A greve nacional foi iniciada em 10 de setembro de 2026 e envolve uma instituição usada por cerca de 56 milhões de beneficiários para acessar programas sociais e verbas trabalhistas.



