O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa nesta terça-feira, 22, na Assembleia Geral das Nações Unidas, com a guerra contra o Irã no centro da agenda internacional. O conflito, iniciado por decisão de Trump, já afeta a economia mundial e se tornou um obstáculo para a política externa do governo.
A preocupação com o avanço da inteligência artificial (IA) também está entre os temas do encontro. Ao mesmo tempo, permanecem dúvidas sobre o futuro da ONU, que teve o apoio financeiro dos Estados Unidos reduzido durante o governo Trump.
Depois do discurso, o presidente deve se reunir com o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Também está previsto um encontro informal com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, conforme a Casa Branca.
Trump ainda terá uma reunião com líderes e autoridades de alto escalão dos países do Conselho de Cooperação do Golfo. Representantes do Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos devem discutir os próximos passos da guerra contra o Irã e a preocupação com ataques recentes à Arábia Saudita, atribuídos a rebeldes apoiados por Teerã.
A decisão de iniciar o conflito passou a pesar sobre as chances dos republicanos de manter o controle das duas casas do Congresso nas próximas eleições de meio de mandato. Mesmo nesse cenário, autoridades do governo afirmam que Trump deverá apresentar sua liderança como capaz de enfrentar problemas complexos ao redor do mundo.
O embaixador Mike Waltz, principal representante de Trump na ONU, indicou a jornalistas que o presidente também pode repetir críticas à organização. Trump já classificou a entidade como ineficaz em assuntos ligados à guerra e à paz. Em declarações anteriores, afirmou que a ONU perpetua uma “farsa” ao defender medidas contra o aquecimento global e acusou a organização de promover a “invasão” de migrantes na Europa.
No discurso do ano passado, Trump disse que os Estados Unidos haviam “demolido” as capacidades nucleares do Irã, depois de ordenar, em junho de 2025, o bombardeio de três instalações-chave. Agora, ele retorna à Assembleia Geral perto de completar sete meses da nova guerra e insiste que a ofensiva é necessária para enfrentar a ameaça nuclear representada por Teerã.




