Donald Trump afirmou que a Suprema Corte dos Estados Unidos tomou decisões que podem causar prejuízos de “trilhões e trilhões de dólares” e danos “incalculáveis” ao país. Em publicação na Truth Social, o ex-presidente disse que considera seu “dever” criticar publicamente o tribunal.
As declarações foram feitas após a Corte rejeitar a tentativa de Trump de impor novas restrições ao voto pelo correio antes das eleições de meio de mandato. Com a decisão, as regras atuais para o envio de cédulas foram mantidas, reduzindo a incerteza sobre a organização das eleições legislativas deste ano.
Críticas aos ministros
Trump também questionou decisões anteriores sobre tarifas e cidadania por nascimento. Ao mencionar os ministros que indicou durante seus mandatos, afirmou: “Esta não é a Corte que eu entrevistei para servir na Suprema Corte dos Estados Unidos”.
O republicano declarou ainda que o tribunal será lembrado por decisões “mais destrutivas, prejudiciais e danosas” da história americana. Segundo ele, alguns magistrados foram intimidados pela “esquerda radical” e perderam a coragem necessária para “salvar os EUA”.
Disputa sobre o voto por correspondência
Na publicação, Trump classificou novamente o voto por correspondência como “corrupto” e “fora de controle”. Ele acusou a Suprema Corte de facilitar fraudes eleitorais cometidas por democratas e disse que o resultado representa uma “grande derrota” para o Partido Republicano e para o país.
A tentativa do ex-presidente buscava ampliar o papel do Serviço Postal dos EUA na definição de quem poderia receber uma cédula pelo correio. Estudos citados por autoridades eleitorais indicam que fraudes nesse tipo de votação são extremamente raras, em sentido contrário às alegações de Trump.
Os juízes Samuel Alito e Clarence Thomas discordaram fortemente da decisão. Trump escreveu que a Suprema Corte decepcionou o país e criticou a atuação do tribunal em relação às medidas que defendia.



