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Restrição dos EUA deixa Abbas fora de encontro anual da ONU

Washington acusa autoridades palestinas de descumprir compromissos e mantém bloqueio de vistos pelo segundo ano consecutivo.

Restrição dos EUA deixa Abbas fora de encontro anual da ONU

A delegação palestina terá diplomatas com credenciais na Organização das Nações Unidas (ONU) na reunião de alto nível da próxima semana, mas Mahmoud Abbas não poderá participar presencialmente. O presidente da Autoridade Palestina teve o visto negado pelo governo dos Estados Unidos, que também barrou outros integrantes da comitiva pelo segundo ano consecutivo.

A representação palestina será mantida por diplomatas já credenciados na ONU. No ano passado, Abbas participou da Assembleia Geral por videoconferência.

A decisão foi comunicada pelo Departamento de Estado americano nesta quarta-feira. O órgão afirma que a Autoridade Palestina não cumpriu compromissos assumidos em acordos anteriores para buscar a paz com Israel. Washington também acusa as autoridades palestinas de manter ações contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI).

Outro motivo citado foi a continuidade de pagamentos a famílias de presos condenados por ataques contra israelenses. A nota também mencionou integrantes ligados à Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Para o governo americano, essas condutas representam descumprimento de acordos bilaterais.

“Estenderemos sanções que negam vistos a membros da OLP e a autoridades da Autoridade Palestina”, declarou o Departamento de Estado, ao mencionar a legislação americana que permite as restrições.

A medida ocorre durante a política de restrições de visto da administração de Donald Trump e em meio à proximidade entre os Estados Unidos e Israel. O episódio também coincide com uma campanha de Washington contra o TPI. Os Estados Unidos acusam a corte de tentar processar de forma injusta militares americanos e israelenses por supostos crimes no Afeganistão, no Iraque e em Gaza. Os dois países não são membros do tribunal.

A guerra em Gaza começou após os ataques de 7 de outubro de 2023, atribuídos ao Hamas. Embora um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos tenha entrado em vigor em outubro, Israel continuou realizando ataques no território palestino, segundo as informações apresentadas no caso.

Paralelamente, Israel planeja abrir licitação para 2.167 unidades habitacionais no assentamento E1, na Cisjordânia. Com isso, o projeto chegaria a 3.401 moradias. Críticos afirmam que a área, localizada a leste de Jerusalém, poderia dividir a Cisjordânia e impedir a criação de um futuro Estado palestino soberano.

Um porta-voz de Mahmoud Abbas condenou a expansão dos assentamentos e a classificou como violação do direito internacional. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não comentou. O projeto E1 permaneceu congelado por muitos anos devido à pressão dos Estados Unidos contra assentamentos considerados ilegais pela comunidade internacional.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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