O setor de apostas aguarda a versão definitiva da medida provisória que está sendo preparada pelo governo para decidir o futuro de contratos com clubes e empresas de mídia. Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte já comunicaram possíveis mudanças aos parceiros, mas nenhum acordo foi rompido até agora.
Entre os destinatários estão Globo, Band e RedeTV!, além de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. As empresas avaliam três caminhos: manter os contratos, renegociar os valores ou encerrar os compromissos, conforme o conteúdo final da medida.
A presença das bets no futebol envolve cifras relevantes. Os clubes da Série A receberam cerca de 1,03 bilhão de reais em contratos com empresas do setor em 2025. O Flamengo tem o maior acordo do país: recebe 268,5 milhões de reais por ano da Betano.
O alcance financeiro, porém, não se limita aos uniformes. Há recursos de apostas associados a campeonatos, transmissões, programas esportivos e outras modalidades. Por isso, uma eventual mudança nas regras também pode atingir outras frentes de publicidade e patrocínio.
A movimentação ocorre enquanto o governo conclui o texto da MP. Lula afirmou nesta semana que decidiu acabar com as bets, e representantes do setor trabalham com a possibilidade de rompimento imediato caso a atividade seja proibida integralmente. Em um cenário de restrição parcial, a expectativa indicada é de renegociações e redução dos valores.
A estimativa de 8,8 bilhões de reais representa o teto calculado pelo Itaú para o gasto anual de marketing das empresas de apostas. O valor não corresponde aos contratos já notificados para rescisão, mas indica o tamanho do mercado publicitário e de patrocínios potencialmente afetado.



