RIO DE JANEIRO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (24), a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que eventuais responsáveis devem ser punidos conforme os crimes cometidos. A declaração foi feita durante um comício em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Sem citar nominalmente integrantes da Corte, Lula mencionou supostas irregularidades e disse que a instituição não pode permanecer sob suspeita. Na semana passada, mensagens revelaram um suposto encontro do ministro Kassio Nunes Marques com uma garota de programa, que teria sido bancado pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
“Essa gente precisa ser investigada, porque a gente não pode permitir que a Suprema Corte brasileira fique sob suspeita”, afirmou o presidente durante o evento.
Lula também voltou a criticar adversários ligados à direita bolsonarista. Segundo ele, esse grupo teria criado um banqueiro responsável pela maior corrupção da história financeira do país. O presidente disse ainda que o governo dele foi responsável pela prisão do banqueiro e declarou que o processo do caso Master está apenas começando.
Previdência e riquezas nacionais
No mesmo discurso, Lula atribuiu aos bolsonaristas os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele afirmou que o governo enfrenta um grupo que tentou roubar a Previdência Social.
O presidente também acusou os opositores de quererem entregar as riquezas do país. Como exemplo, citou a proposta conhecida como PEC das praias, que previa transferir a propriedade dos terrenos de marinha — faixas de 33 metros de largura ao longo da costa brasileira — da União para estados, municípios, proprietários particulares ou ocupantes.
A proposta era relatada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que atualmente é candidato à Presidência da República. Lula afirmou ainda que o que está em disputa é a democracia ou a barbárie e disse que não considera o partido do prefeito para enviar recursos federais.
O comício contou com a presença de Eduardo Paes, candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro; Pedro Paulo, candidato do PSD ao Senado pelo estado; e Benedita da Silva, candidata do PT ao Senado.




