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CSN recebe propostas por cimentos e siderúrgica alemã em plano para reduzir dívida

A venda de ativos da CSN avança com ofertas pela unidade de cimentos e pela Stahlwerk Thuringen, enquanto os bonds sobem.

CSN recebe propostas por cimentos e siderúrgica alemã em plano para reduzir dívida

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) recebeu propostas vinculantes pela unidade de cimentos e avança na negociação da Stahlwerk Thuringen (SWT), siderúrgica localizada na Alemanha. As operações fazem parte da estratégia para reduzir a dívida da empresa e ocorrem após a escolha de Fabio Schvartsman como CEO, anunciada em 2 de setembro.

A unidade de cimentos é o ativo com negociação mais adiantada. Huaxin, Votorantim e Polimix apresentaram ofertas de cerca de R$ 11 bilhões cada, segundo pessoas a par das tratativas. O valor está abaixo dos R$ 15 bilhões pretendidos pela CSN, mas a companhia pode aceitar uma proposta menor. Um acordo pode ser anunciado nas próximas semanas.

O negócio de cimentos foi dado como garantia a bancos em um empréstimo de pelo menos US$ 1,2 bilhão concedido em março. As informações foram repassadas por pessoas que pediram para não ser identificadas por se tratar de negociações privadas.

Venda de ativos na Europa

A CSN também busca vender a SWT, adquirida em 2012 por US$ 634 milhões. A companhia ainda recebe propostas por ativos de infraestrutura e pode negociar esses itens separadamente, em vez de vender a fatia minoritária combinada no negócio de infraestrutura planejado originalmente.

A perspectiva de alienação dos ativos ajudou a impulsionar os títulos de dívida da siderúrgica. Desde o anúncio de Schvartsman, os bonds em dólar da empresa tiveram rendimento médio de 5%, enquanto um índice amplo de dívida corporativa de mercados emergentes recuou 0,5% no mesmo período.

Mudança no comando

Ex-presidente da Vale, Schvartsman foi escolhido para substituir a estrutura de comando que tinha Benjamin Steinbruch como principal nome havia duas décadas. Steinbruch continua como presidente do conselho, mas a indicação de alguém fora da família controladora foi interpretada por investidores e bancos credores como sinal de mudança e de maior autonomia para concluir negociações antigas.

“É um movimento positivo e simbólico”, disse Nicolas Giannone, analista da Balanz. Para ele, a troca dá um novo rosto à CSN e reforça a intenção de reduzir a alavancagem e simplificar o negócio.

Acionistas da CSN Mineração também avaliam ampliar suas participações, aproveitando as avaliações depreciadas, conforme pessoas a par do assunto. A Itochu Corporation é a segunda maior acionista, com 10,85%, adquiridos em 2024 por R$ 4,42 bilhões. A Japão Brasil Minério de Ferro Participações Ltda, subsidiária da Itochu, é a terceira maior acionista, com 9,35%.

Votorantim, CSN, CSN Mineração, Embu SA, a unidade brasileira da Huaxin e Polimix não comentaram. A Itochu e a Japão Brasil também não responderam aos pedidos de comentário.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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