O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou o aumento de R$ 500 milhões no orçamento de subsídios para 2026. Com a decisão, a verba passa de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões, destinada principalmente aos descontos oferecidos em programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida.
A revisão foi concentrada na rubrica de descontos, usada para custear subsídios nas primeiras faixas do programa habitacional. Os valores previstos para saneamento, habitação e infraestrutura permaneceram inalterados.
A estimativa apresentada ao Conselho é de que mais de 376 mil famílias recebam os descontos ao longo de 2026. O ajuste também considera a expansão do Minha Casa, Minha Vida e a necessidade de atender famílias de menor renda.
Até meados de agosto, R$ 7,571 bilhões do orçamento de descontos já haviam sido contratados, cerca de 61% do total disponível para o ano. Em julho, as contratações nessa modalidade somaram R$ 1,07 bilhão.
A projeção anual, que inicialmente superava o orçamento disponível, foi alinhada ao novo limite de R$ 12,64 bilhões. A mudança busca evitar interrupções nos benefícios diante do crescimento estimado da demanda.
Orçamento total do FGTS
Sob gestão do Ministério das Cidades, o Orçamento do FGTS em 2026 é de R$ 169 bilhões. Desse montante, cerca de 56% já havia sido contratado, o equivalente a R$ 90,642 bilhões.
A gestão inclui, além dos subsídios, financiamentos para habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana.




