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Economia

Wall Street aposta em Congresso dividido após eleições de meio de mandato nos EUA

Investidores veem democratas com vantagem na Câmara e republicanos à frente no Senado, mas temem volatilidade se o cenário mudar.

Wall Street aposta em Congresso dividido após eleições de meio de mandato nos EUA

Investidores de Wall Street esperam que as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos resultem em um Congresso dividido. A projeção é de que os democratas conquistem a Câmara dos Representantes, enquanto os republicanos mantenham uma ligeira vantagem no Senado.

Esse cenário é considerado mais favorável aos mercados financeiros porque reduziria a possibilidade de mudanças radicais nas políticas públicas e ampliaria a estabilidade econômica. As casas de apostas apontam os democratas como favoritos na disputa pela Câmara, enquanto a corrida pelo Senado aparece mais equilibrada, com liderança estreita dos republicanos, conforme dados de Kalshi e Polymarket.

“Os investidores esperam um Congresso dividido”, afirmou Brian Gardner, estrategista-chefe de políticas de Washington da Stifel. Para ele, o mercado pode se recuperar depois das eleições caso os democratas assumam a Câmara sem uma vitória ampla.

Proteção contra oscilações

Mesmo com a confiança nesse resultado, Wall Street se prepara para um período de instabilidade em torno da votação. O mercado futuro ligado ao Índice de Volatilidade da Cboe (VIX) indica aumento da procura por proteção contra oscilações do S&P 500 no começo de novembro.

A Evercore ISI recomenda uma estratégia de opções chamada straddle no ETF SPDR S&P 500, da State Street. A operação envolve a compra de opções de compra e de venda com vencimento em novembro e preço de exercício de US$ 770. A estratégia busca aproveitar movimentos fortes de alta ou de baixa, sem apostar em uma direção específica para o mercado.

Julian Emanuel, estrategista da Evercore ISI, afirmou que a operação é atrativa porque o VIX está abaixo de sua média de longo prazo, apesar da possibilidade de forças de grande escala pressionarem as ações para cima ou para baixo. Para ele, o fator surpresa está subestimado.

Setores no radar

A divisão de poder entre os partidos é vista como um freio para alterações expressivas nas políticas públicas. Com menos espaço para mudanças, setores como inteligência artificial, defesa e saúde ficariam menos expostos a alterações regulatórias bruscas.

Dados compilados pela Carson Investment Research mostram que, desde 1950, as ações americanas subiram 13,7% ao ano sob um presidente republicano e um Congresso dividido. O desempenho foi de 8,3% ao ano quando o Congresso esteve sob controle republicano e de 4,9% quando os democratas controlaram as duas casas.

A inteligência artificial está entre os principais temas da eleição, especialmente por causa da oposição crescente à expansão de data centers. O setor de defesa tradicional também é apontado como possível beneficiário de um Congresso dividido, assim como empresas ligadas à Lei de Acesso à Saúde.

Stuart Kaiser, do Citigroup Inc., afirmou que um governo dividido poderia levar a um impasse ou a um acordo, com escolhas políticas moderadas. Ele recomenda posições no índice S&P 500 ou no fundo Invesco QQQ, considerando a possibilidade de aumento dos lucros de empresas de tecnologia e de redução do prêmio de risco eleitoral.

Risco de mudança nas projeções

A concentração das expectativas em torno de um Congresso dividido também aumenta o risco de uma reação forte do mercado caso um dos partidos conquiste as duas casas. Uma vitória republicana poderia favorecer setores ligados à desregulamentação, como energia e finanças. Já uma vitória democrata poderia beneficiar energias renováveis e serviços de saúde.

O Bank of America Corp., em análise liderada por Michael Hartnett, avaliou que um bom desempenho republicano e a reeleição de Greg Abbott no Texas seriam positivos para o setor de inteligência artificial. Hartnett, porém, prevê uma queda expressiva nas ações caso os democratas conquistem o Senado e destituam Abbott.

Para Omar Aguilar, diretor executivo da Schwab Asset Management, o efeito das eleições sobre o desempenho de longo prazo do mercado tende a ser limitado. Ele reconhece que alguns setores podem enfrentar mais volatilidade, mas considera esse movimento uma oportunidade para reposicionar carteiras sem alterar a estratégia de longo prazo.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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