A empresária Mila Seidl relatou que a família e a equipe médica aguardam exames para avaliar a resposta de Lito Sousa ao ALN-6457, medicamento experimental usado no tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Segundo ela, o piloto e influenciador não apresentou intercorrências após receber a medicação.
A autorização para a importação excepcional do remédio foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro. O fármaco ainda não tem estudos clínicos formais concluídos em humanos para o combate à DCJ.
Neste momento, a expectativa não é necessariamente de uma cura imediata, mas de verificar se a enfermidade deixou de avançar ou passou a evoluir mais lentamente. No dia 1º, data da aplicação, Lito passou por uma punção lombar para coleta de líquor. O material será analisado para identificar os números relacionados aos príons.
Quando forem completadas quatro semanas da aplicação, uma nova punção lombar deverá ser realizada. A comparação entre os exames será combinada à observação clínica do paciente para avaliar a evolução do quadro.
Rotina hospitalar
Desde o início dos sintomas, Lito perdeu progressivamente os movimentos e passou a depender de internações. A rotina profissional e os compromissos diários foram interrompidos, dando lugar a sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, administração de medicamentos, repouso e adaptações para as limitações físicas.
Mila também explicou que o caso envolveu o chamado uso compassivo, alternativa considerada quando não existem tratamentos aprovados disponíveis e o prognóstico aponta para um desfecho fatal em curto prazo. A liberação depende da farmacêutica, dos países envolvidos, dos médicos e da família. No Brasil, o pedido formal à Anvisa é apresentado pela empresa responsável pelo medicamento, que avalia a possibilidade de benefício e os critérios de elegibilidade do paciente.
Custos e impacto familiar
A empresária afirmou que a venda do veículo da família não ocorreu diretamente para pagar o tratamento. A decisão, segundo ela, buscou reorganizar as despesas diante do aumento dos custos e evitar gastos com IPVA, manutenção e desvalorização do carro enquanto ele permanecesse parado.
Mila contou ainda que vive há quase três meses em uma rotina hospitalar e precisa cuidar do filho do casal, de sete anos. Ela descreveu o período como difícil e disse que acompanhar as mudanças diárias do marido, sem previsão sobre o futuro da saúde dele, provoca incertezas e angústia.
“Essa resposta ao tratamento, nesse momento, é muito mais para ver se a doença estagnou, ou seja, se ela não progrediu”, afirmou a empresária.
Sobre o estado emocional da família, Mila disse: “A falta de previsão do futuro em relação à saúde dele me deixa muito abalada” .



