Mila Seidl afirmou nesta sexta-feira (11) que o bordão “tudo bem” pode continuar nos vídeos do canal de Lito Sousa como parte do legado deixado pelo piloto. Ela passou a produzir conteúdos sobre aviação depois que o marido foi diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição cerebral rara, grave e sem cura.
A empresária disse que mensagens enviadas pelos fãs ajudaram a diminuir a insegurança sobre repetir a expressão. Para ela, o canal também é um espaço de entretenimento, e o bordão pode ser usado por outras pessoas, cada uma à sua maneira. “O tudo bem precisa continuar, cada um do seu jeito”, afirmou.
Receio de parecer uma imitação
No primeiro vídeo, Mila contou que ficou em dúvida sobre usar a frase, porque poderia transmitir a impressão de que a situação da família estava normal. Ela também temia que a escolha fosse interpretada como uma tentativa de copiar Lito. “Não existe nenhuma tentativa de imitar ele”, declarou.
Lito, de 59 anos, deixou de gravar para o canal diante da progressão rápida da doença. Segundo as informações divulgadas por Mila, a condição pode provocar demência, perda de memória, tremores e outros sintomas neurológicos. A mobilidade do piloto também foi reduzida. Antes do diagnóstico da DCJ, ele havia sido diagnosticado com câncer de próstata.
Tratamento experimental
O piloto não foi aceito em estudos internacionais que avaliavam tratamentos experimentais. Ainda assim, fará uso de um medicamento experimental importado para o Brasil após uma autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Mila também rejeitou a ideia de que a família tenha recebido um privilégio por Lito ser conhecido. Ela afirmou que o acesso ao medicamento é um direito de qualquer pessoa em situação semelhante e criticou a falta de clareza dessas informações.
No conteúdo publicado no YouTube, a empresária também relatou como perdeu o medo de avião com a ajuda do marido e se tornou uma grande empresária do setor da aviação. Mila tem 41 anos.



