A preparação das urnas eletrônicas para as eleições deste ano avançou para a etapa de geração de mídias, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu a assinatura digital e a lacração dos sistemas eleitorais nesta sexta-feira (4). Nessa fase seguinte, os dados dos candidatos serão inseridos nas urnas.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que assinou os programas ao lado das autoridades presentes. Depois, os sistemas foram lacrados digitalmente e fisicamente e guardados na sala-cofre do tribunal.
A assinatura digital cria uma identificação única para cada programa. Com isso, é possível conferir posteriormente se o sistema utilizado na eleição corresponde à versão examinada e aprovada pelo tribunal. Qualquer mudança nos arquivos altera essa identificação eletrônica, o que permite sua detecção pelos mecanismos de controle, fiscalização e auditoria.
Kassio Nunes Marques afirmou que, “a partir da aposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações nos sistemas”. Segundo o ministro, os mecanismos de segurança passam a assegurar a autenticidade e a integridade das versões lacradas.
Participaram do procedimento o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e do próprio TSE. O tribunal informou que as entidades fiscalizadoras acompanham todas as etapas e podem verificar a integridade dos sistemas.
Também serão compilados e assinados digitalmente os sistemas desenvolvidos por entidades para a verificação da assinatura digital. Essas ferramentas serão incluídas na cópia física armazenada na sala-cofre.
A assinatura e a lacração integram uma das etapas finais de verificação dos programas que serão usados nos dois turnos das eleições, marcados para 4 e 25 de outubro. Na véspera da votação, será feita a conferência dos sistemas de totalização e envio dos dados. De acordo com o TSE, os procedimentos asseguram que o voto registrado na urna seja computado com segurança.



