Salvador, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Salvador 24°C 23° / 28° Mega-Sena 3058: 14 · 23 · 53 · 56 · 57 · 60
Perto de você
Política

Ministério da Saúde diz ao STF que falhas em emendas ficaram no passado

Nota técnica enviada ao Supremo reconhece problemas estruturais na execução de recursos, mas afirma que mudanças adotadas em 2025 e 2026 os superaram.

Ministério da Saúde diz ao STF que falhas em emendas ficaram no passado
Foto: Divulgação/

O Ministério da Saúde afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as falhas identificadas na execução de emendas parlamentares foram superadas nos exercícios de 2025 e 2026. A posição consta de uma nota técnica enviada nesta quinta-feira (3), em resposta a uma determinação do ministro Flávio Dino.

A manifestação foi solicitada após um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), encaminhado ao STF em julho de 2026. O documento reuniu os resultados de 75 auditorias sobre emendas do Orçamento de 2024 destinadas à saúde, que totalizaram R$ 53,3 milhões.

Recursos e irregularidades

As análises envolveram principalmente emendas individuais e de bancada. Os recursos foram distribuídos entre 48 municípios de 23 estados e deveriam financiar o Incremento de Piso de Atenção Primária, o Incremento de Média e Alta Complexidade, a compra de equipamentos e reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O DenaSUS recomendou a devolução de R$ 25,9 milhões, correspondentes a 48,7% do valor analisado. Desse montante, R$ 20,6 milhões foram classificados como prejuízo ao erário e R$ 5,3 milhões como desvio de bloco ou finalidade.

Entre os problemas encontrados estavam o uso dos recursos para despesas com pessoal, considerado inconstitucional, e a falta de mecanismos formais para monitorar e avaliar a execução dos contratos. O relatório citou a ausência de documentos como relatórios periódicos, indicadores de desempenho e registros de fiscalização.

O órgão também apontou que, embora tenham sido apresentados documentos fiscais na maioria das auditorias, parte das despesas não tinha comprovação suficiente sobre a prestação dos serviços ou o recebimento dos bens. Isso, segundo o DenaSUS, prejudicou a liquidação das despesas e a rastreabilidade dos recursos.

Resposta do ministério

Na nota enviada a Dino, o ministério reconheceu deficiências na segregação contábil, na rastreabilidade financeira, no monitoramento, no planejamento e na transparência ativa. Também admitiu a falta de instrumentos para avaliar resultados e medir a efetividade das ações financiadas, além de fragilidades no cumprimento de proibições constitucionais e legais.

A pasta afirmou que as inconsistências não eram episódios isolados, mas sinais de problemas estruturais. Também reconheceu exposição significativa a riscos financeiros, operacionais e institucionais. Apesar disso, declarou que o relatório, ao descrever um cenário severo de vulnerabilidade, representa um registro histórico de deficiências superadas pelo novo arcabouço normativo do ministério.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.