Henrique Áreas, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Minas Gerais, defendeu a suspensão do pagamento da dívida do estado com a União. Em entrevista ao MG1 desta quinta-feira (24), ele afirmou que a medida precisaria ser acompanhada por mobilização popular para enfrentar interesses ligados ao sistema financeiro.
A candidatura de Áreas aparece na Justiça Eleitoral como não regular, com pedido de registro julgado indeferido. O candidato recorreu da decisão e aguarda o julgamento por uma instância superior.
Programa nacional do PCO
Questionado sobre a mudança do domicílio eleitoral de São Paulo para Minas Gerais, Áreas disse que o partido adota um programa nacional único nas eleições. Ele afirmou que atua politicamente no estado há mais de uma década e que conhece os principais problemas locais.
“Eu já trabalho em Minas Gerais como responsável do PCO há muitos anos, já há mais de 10 anos”, declarou. O candidato também disse que mora no estado há menos tempo, mas considera estar alinhado às demandas gerais e específicas de Minas Gerais.
Áreas afirmou que as candidaturas do PCO em diferentes estados apresentam propostas semelhantes porque as eleições são usadas para divulgar um programa político nacional voltado aos trabalhadores. Segundo ele, a prioridade é dar visibilidade a medidas que considera transformadoras para o país, independentemente das diferenças regionais.
Dívida de Minas Gerais
Sobre a dívida do estado com a União, o candidato defendeu a interrupção dos pagamentos e disse que a decisão deveria ser sustentada por manifestações e pressão popular.
“Essa proposta do não pagamento da dívida, obviamente, teria que vir atrelada a chamar o povo a se manifestar”, afirmou.
Na avaliação de Áreas, a suspensão enfrentaria a resistência de setores que se beneficiam financeiramente da dívida pública. Ele citou especuladores e banqueiros entre os grupos que, segundo sua declaração, ganham dinheiro com esse tipo de obrigação.
As entrevistas com os candidatos foram organizadas por sorteio. Os concorrentes que não participaram das sabatinas de 30 minutos tiveram respostas gravadas, com dois minutos somados para cada entrevistado. Henrique Áreas foi ouvido dentro desse formato.



