RESENDE COSTA — Um médico de 31 anos foi preso novamente, suspeito de cometer crimes sexuais contra pacientes. A prisão preventiva ocorreu após quatro mulheres procurarem a delegacia de Lagoa Dourada, no Campo das Vertentes, para relatar possíveis abusos durante atendimentos realizados pelo profissional.
As mulheres disseram que buscaram consultas de nutrologia e endocrinologia, além de exames de ultrassonografia. O médico também atendia em uma clínica de Resende Costa, onde passou a trabalhar depois de ser solto em junho, conforme informações da Polícia Civil.
Com o avanço das investigações, os policiais cumpriram ainda um mandado de busca e apreensão. A medida busca localizar documentos, equipamentos e outros materiais que possam contribuir para a apuração.
A Polícia Civil orienta que pessoas com informações sobre o caso ou que afirmem ter sido vítimas procurem uma delegacia para formalizar a denúncia. A defesa do investigado declarou que “eventuais manifestações e esclarecimentos pertinentes ao exercício da defesa serão apresentados exclusivamente nos autos e perante as autoridades competentes”.
Investigação anterior
Em fevereiro deste ano, o médico foi indiciado pela Polícia Civil por estupro e violação sexual mediante fraude. Ele era investigado por suspeita de abusar sexualmente de pelo menos duas pacientes em Belo Horizonte.
Uma das vítimas tinha 18 anos e relatou que, durante um exame de imagem do abdômen, o médico sugeriu um ultrassom transvaginal. Segundo a delegada Larissa Mascotte, durante o procedimento ele teria colocado dois dedos na parte íntima da paciente, sem luvas e sem explicação prévia.
A paciente também afirmou que o médico expôs o órgão genital e tentou forçar relações sexuais. Ela deixou o local e chamou a polícia. O suspeito negou as acusações.
Outra denúncia surgiu durante as investigações. Em um exame realizado em dezembro de 2025, o médico teria trancado a porta, feito perguntas invasivas sobre a vida sexual da paciente, usado expressões como “meu bem” e “meu amor” e limpado as partes íntimas dela sem consentimento, conforme relato atribuído à delegada.



