Alexandre Kalil, candidato do PDT ao governo de Minas Gerais, defendeu a regionalização da saúde e a integração entre segurança pública e assistência social no combate à violência contra a mulher. Em entrevista ao MG1 nesta terça-feira (15), ele também afirmou que pretende tentar renegociar a dívida do estado com a União, atualmente superior a R$ 180 bilhões, e criticou a concessão de isenções fiscais.
Kalil é o segundo candidato entrevistado na série de sabatinas, que seguirá até o próximo sábado (19). A seleção reúne os seis nomes mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Instituto Datafolha em 11 de setembro.
Saúde, segurança e educação
Na área da saúde, o candidato afirmou que cada região de Minas Gerais deve contar com hospitais adequados à demanda local, com perfis definidos para atendimentos de alta, média ou baixa complexidade. Ele defendeu o financiamento tripartite, com 50% dos recursos bancados pela Federação, 25% pelo estado e 25% pelo município.
Ao comentar sua gestão na Prefeitura de Belo Horizonte, Kalil disse que priorizou a reconstrução e a modernização dos centros de saúde, em vez da ampliação do número de unidades.
Para enfrentar a violência contra a mulher, ele propôs ações conjuntas de proteção, acolhimento e investigação. Também afirmou que o estado precisa ampliar o atendimento especializado e o efetivo policial no interior.
Na educação, Kalil defendeu a busca ativa de estudantes que abandonaram a escola e a realização de atividades fora da sala de aula, em parceria com universidades e empresas. A proposta inclui a formação de jovens aprendizes e a aproximação dos alunos com instituições de ensino superior.
Dívida, servidores e segurança pública
Sobre a dívida de Minas Gerais, o candidato avaliou que o prazo de 30 anos para pagamento é insuficiente. Ele afirmou que uma eventual renegociação dependeria de articulação com o governo federal, o Senado, a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Kalil também propôs revisar incentivos fiscais. Segundo ele, o estado tem R$ 25 bilhões em isenções para empresas em 2027, recursos que poderiam ser direcionados a investimentos em infraestrutura e à melhora da situação fiscal.
O candidato disse que não fará promessas de reajustes para servidores da educação e da segurança pública sem conhecer a capacidade financeira do estado. Ele citou um rombo consolidado de R$ 8 bilhões na LDO aprovada pela Assembleia.
Na segurança, Kalil negou ter punido agentes durante a paralisação da Guarda Municipal de Belo Horizonte em 2019. Ele afirmou que a decisão de recolher as armas e manter a corporação aquartelada foi preventiva. Também disse ter ampliado a Guarda Municipal, realizado concursos e defendido a recomposição do efetivo, reduzido por aposentadorias e pela saída de agentes para outras carreiras.
Transporte metropolitano
Kalil afirmou que pretende enfrentar problemas como lotação, atrasos, falhas nos veículos e aumento das tarifas com medidas semelhantes às adotadas quando foi prefeito de Belo Horizonte. Ele citou exigências para renovação da frota, incluindo ar-condicionado e suspensão a ar.
O candidato disse que manteve a tarifa em R$ 4,50 durante quatro anos e avaliou ser possível melhorar o transporte sem ampliar os subsídios às empresas concessionárias. Sobre a integração do transporte metropolitano, afirmou ser favorável, mas condicionou a proposta à realização de estudos técnicos.



