A candidata ao Senado Gracinha Caiado (UB) afirmou que pretende usar sua experiência na área social para sustentar a candidatura e disse considerar legítimo o apoio eleitoral do marido, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). A declaração foi dada nesta segunda-feira (14), durante sabatina no programa Bom Dia Goiás.
Ronaldo Caiado gravou um vídeo enquanto estava internado em São Paulo por causa de uma pneumonia. Na mensagem, pediu votos para Gracinha e Daniel Vilela (MDB) e declarou: “Votando nela, você está votando em mim”. Gracinha havia interrompido a agenda política para acompanhar o marido.
A candidata também foi questionada sobre uma declaração feita em abril deste ano, durante entrevista ao jornalista Jackson Abrão. Na ocasião, ela havia afirmado que, em política, “não se herda voto”. Ao comentar o resultado nas pesquisas, Gracinha atribuiu parte do desempenho aos serviços sociais realizados durante sua atuação como presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).
“Tenho muita honra que ele (Ronaldo Caiado) peça voto para mim”, afirmou. Ela acrescentou que o apoio do marido não seria suficiente para explicar sua posição eleitoral caso não houvesse trabalho social anterior.
Propostas apresentadas
Durante a sabatina, Gracinha detalhou propostas para o combate à violência contra a mulher, a assistência social, a saúde pública e mudanças no Poder Judiciário. Entre as medidas citadas estão o endurecimento da legislação contra crimes de violência de gênero e o confisco de bens de agressores, conforme a gravidade do dano. Os recursos seriam destinados às vítimas e às famílias.
A candidata também defendeu mecanismos de suporte financeiro para que mulheres possam denunciar casos de violência doméstica sem medo de ficar sem condições econômicas.
Na área da saúde, Gracinha afirmou que pretende direcionar mais verbas federais a estados e municípios que apresentarem melhores resultados e indicadores. A proposta, segundo ela, usaria o desempenho como incentivo à melhoria dos serviços locais.
Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que o Senado reassuma de forma efetiva a fiscalização das condutas e dos atos da Corte. Ela também sugeriu mandatos de 15 anos para os ministros.



