JOINVILLE — O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que o aumento do Bolsa Família não resolve as dificuldades enfrentadas pela população de baixa renda. A declaração foi feita durante um comício na cidade de Santa Catarina, neste sábado (19).
O governo anunciou a elevação do benefício de R$ 600 para R$ 691. Flávio criticou a medida e disse que os beneficiários querem oportunidades de trabalho, além da transferência de renda. “O povo pobre é esperto. O povo pobre quer trabalhar, o pobre quer oportunidade, não quer migalha”, declarou.
Críticas ao custo dos alimentos
Durante o discurso, o candidato do PL também atacou os preços cobrados nos supermercados. Segundo ele, o valor de R$ 600 tinha maior poder de compra durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“R$ 600 não dá mais para encher o carrinho como dava lá atrás com o presidente Bolsonaro”, afirmou Flávio. O governo sustenta que recuperou o poder de compra.
O candidato ainda acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de apresentar o reajuste como ajuda à população, enquanto amplia despesas e contribui para a alta dos preços. “Lula dá com uma mão e rouba com os nove dedos”, disse, em referência à ausência do dedo mínimo da mão esquerda do petista.
Lula anunciou o reajuste de 15% na quinta-feira (17), às vésperas do primeiro turno da eleição, marcado para 4 de outubro. Flávio comparou a medida ao reajuste feito por Jair Bolsonaro no Auxílio Brasil em julho de 2022. Naquele ano, o benefício passou de R$ 400 para R$ 600, com aumento superior ao anunciado agora. O candidato do PT repetiu a iniciativa adotada pelo ex-presidente em 2022.



