BAHIA — Flávio Bolsonaro afirmou, durante um ato para apoiadores, que poderá indicar até seis ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito presidente da República. Ele declarou que pretende escolher nomes contrários às drogas e ao aborto, além de defensores da Constituição.
O candidato disse que terá direito a quatro vagas durante o próximo mandato, mas incluiu Alexandre de Moraes e Flávio Dino na conta. Segundo ele, Moraes não teria condições de continuar no STF, e Dino também não poderia permanecer na Corte. Quatro ministros irão se aposentar durante o próximo mandato presidencial. A saída dos outros dois dependeria de renúncia ou impeachment.
Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Julgamento de Moraes
O mérito do caso envolvendo Alexandre de Moraes ainda não começou a ser analisado pelo plenário do STF. Na sessão de terça-feira (15), os ministros avaliaram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e Flávio Dino.
A proposta prevê reunir os processos relacionados ao caso, redistribuir a relatoria por sorteio e abrir prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Após um pedido de vista de Dino, a sessão foi suspensa. O placar terminou em 4 a 3 pela manutenção das análises separadas sobre as condutas de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.
Dino tem até 90 dias para devolver o processo para análise. O prazo termina em dezembro deste ano.
Declaração sobre segurança
Durante o ato, Flávio Bolsonaro também prometeu intensificar o combate a facções e milícias, que pretende classificar como terroristas. “Eu vou declarar guerra ao narcoterrorismo”, afirmou.
O evento ocorreu em frente a um estádio de futebol, após o grupo passar por ruas e avenidas da cidade. Flávio chegou de avião e acompanhou o desfile sobre um trio elétrico. Do sudoeste baiano, ele seguiria para Brasília, onde tinha outros compromissos na agenda.



