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Câmara de Belo Horizonte autoriza empréstimo de até R$ 1 bilhão para o Anel Rodoviário

Projeto teve 36 votos favoráveis e quatro contrários e seguirá para redação final antes de sanção ou veto do prefeito.

Câmara de Belo Horizonte autoriza empréstimo de até R$ 1 bilhão para o Anel Rodoviário
Foto: Reprodução/TV Globo

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em segundo turno, nesta terça-feira (15), o projeto que autoriza a Prefeitura a contratar um empréstimo de até R$ 1 bilhão para obras no Anel Rodoviário. A votação terminou com 36 votos favoráveis e quatro contrários.

A proposta ainda passará por redação final antes de ser enviada ao prefeito Álvaro Damião (União Brasil), que poderá sancioná-la ou vetá-la. O projeto foi apresentado pelo Executivo municipal e já havia sido aprovado em primeiro turno em junho deste ano.

Obras previstas

Segundo a justificativa encaminhada pela prefeitura, o financiamento poderá bancar a adequação de alças de acesso, a eliminação de gargalos, a ampliação de viadutos, a recuperação de passarelas e a construção de novas estruturas para pedestres.

As intervenções foram planejadas prioritariamente para a Praça São Vicente, os viadutos Teresa Cristina e São Francisco e o viaduto e os acessos da Avenida Amazonas com a BR-040.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o empréstimo é considerado necessário para viabilizar as melhorias depois da municipalização do Anel Rodoviário, concluída em 2025. Conforme a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, uma nova área de escape e três passarelas devem ser entregues já em 2027.

A administração municipal estabeleceu como meta reduzir em 40% o número de acidentes com vítimas na via até 2030. Dados da prefeitura registram 345 acidentes de trânsito com vítimas entre janeiro e junho deste ano.

Alterações e críticas

Durante a tramitação, comissões da Câmara aprovaram mudanças no texto. Uma delas prevê prioridade para obras em áreas de maior vulnerabilidade social e urbana, além de melhorias na acessibilidade e divulgação dos gastos em plataformas públicas.

Outra alteração determina que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) só poderá ser usado como contragarantia da operação se o contrato for firmado com instituições financeiras federais. O parecer aprovado pelos vereadores afirma que a regra busca ampliar a segurança jurídica e a precisão técnica do empréstimo.

O vereador Uner Augusto (PL) votou contra a proposta e defendeu que os custos sejam divididos entre os municípios da Grande BH. Para ele, o Anel Rodoviário deve ser tratado como uma questão metropolitana, e não financiado exclusivamente por Belo Horizonte.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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