Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, criticou a redução do limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida no Brasileirão. Em entrevista concedida nessa terça-feira (22), ele afirmou que a medida aprovada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) favorece o clube rubro-negro, embora prejudique o futebol brasileiro a longo prazo.
O ex-dirigente também elogiou o voto do presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, contrário à mudança. Para Braz, a posição do mandatário representa uma defesa da estrutura do futebol brasileiro.
“Essa medida, ela beneficia, ao meu ver, o Flamengo”, disse Marcos Braz. Ele citou ainda a repercussão do tema na Argentina e afirmou que jornalistas do país avaliam que o futebol argentino pode se beneficiar do caminho adotado no Brasil.
Braz também declarou que a alteração não resolve os problemas de clubes que precisam investir nas categorias de base e melhorar a organização financeira. Na avaliação dele, a limitação pode prejudicar a qualificação do futebol brasileiro e atingir equipes que não contam com a mesma estrutura.
“Isso aí, com certeza, não sei qual é o tempo, será revisto”, afirmou. O ex-dirigente disse acreditar que a regra pode ser modificada depois de algum tempo.
Como ficou a decisão
Clubes das Séries A e B aprovaram a redução gradual do número de estrangeiros relacionados por jogo. Flamengo, Bahia e Londrina votaram contra a mudança. Entre os clubes da Série A, apenas Flamengo e Bahia se opuseram à medida, definida em reunião da CBF nesta segunda-feira (21).
A partir de 2027, o Brasileirão poderá ter no máximo oito estrangeiros relacionados por rodada. O limite será reduzido progressivamente até chegar a cinco, em 2030.
Estrangeiros contratados na gestão Braz
Durante a passagem de Marcos Braz pela direção de futebol, o Flamengo contratou Pablo Marí, Mauricio Isla, Arturo Vidal, Erick Pulgar, Guillermo Varela, De La Cruz, Matías Viña e Gonzalo Plata.
Atualmente, o elenco do clube reúne dez estrangeiros: Rossi, Joaquín Freitas, Gonzalo Plata, Anthony Valencia, Erick Pulgar, Arrascaeta, Guillermo Varela, De La Cruz, Carrascal e Saúl Ñíguez. O número tende a cair nos próximos anos em razão do novo limite definido pela CBF para as partidas do Brasileirão.



