O presidente do Atlético-GO, Adson Batista, apoiou a decisão de reduzir o limite de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro, mas afirmou que o Flamengo tem razão ao reclamar da mudança. Para ele, a regra pode ampliar o espaço para atletas brasileiros e estimular a revelação de jogadores no país.
A alteração foi aprovada pelos clubes das Séries A e B do Brasileirão. Na avaliação de Batista, o nível das competições pode cair no curto prazo, mas o futebol brasileiro poderá se beneficiar no médio e longo prazo. Ele também disse que o Flamengo, por ter maior capacidade financeira, perderá oportunidades no mercado, embora possa direcionar mais investimentos ao futebol brasileiro.
Posição do Flamengo
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, criticou a decisão da CBF. Para o dirigente, a mudança não deve impedir que os melhores jogadores brasileiros deixem o país ainda jovens para atuar na Europa. Com menos possibilidade de contratar estrangeiros, os clubes poderiam recorrer a atletas de menor valor, o que reduziria a qualidade do Brasileirão, segundo Boto.
“Não me parece que essa medida vá ajudar o futebol brasileiro”, afirmou o dirigente português.
A nova regra começa a ser aplicada em 2027, quando cada equipe poderá inscrever até oito estrangeiros no elenco. O limite será reduzido gradualmente: sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
Flamengo, Bahia e Londrina votaram contra a mudança. Os demais clubes das principais divisões do futebol brasileiro foram favoráveis à regra.
Estrangeiros do Flamengo
O Flamengo tem dez jogadores estrangeiros no elenco profissional: Arrascaeta, Varela, De La Cruz, Erick Pulgar, Rossi, Saúl Ñíguez, Plata, Carrascal, Anthony Valencia e Joaquín Freitas.
Arrascaeta, Guillermo Varela e Erick Pulgar podem iniciar o processo de naturalização. Os três têm residência contínua e ininterrupta no Brasil de, pelo menos, quatro anos.



