A infraestrutura das redes elétricas precisará receber quase US$ 1 trilhão por ano entre 2026 e 2030 para acompanhar a expansão das energias renováveis, aponta um relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), da Presidência da COP31 e da Aliança Global de Energias Renováveis. Em 2025, foram destinados US$ 525 bilhões às redes.
O documento também alerta para o desempenho abaixo do esperado na eficiência energética. A intensidade energética melhorou cerca de 2% em 2025, enquanto seria necessário alcançar uma taxa anual de 4% para cumprir o compromisso de dobrar a eficiência energética.
Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA, afirmou que a demanda por eletricidade está crescendo mais rápido do que o previsto e que a infraestrutura não acompanhou esse avanço. “As energias renováveis ainda podem preencher a lacuna até 2030”, declarou no relatório.
A capacidade mundial de energia renovável chegou a 5,15 terawatts no fim de 2025. Para atingir 11,2 TW até 2030 e cumprir o acordo de triplicar a capacidade, será necessário instalar, em média, 1.200 GW por ano. O volume adicionado em 2025 ficou pouco acima de 690 gigawatts.
O compromisso foi assumido por mais de 100 países durante a COP28, realizada em Dubai em 2023. O relatório avalia que o ritmo atual de expansão, apesar do crescimento recorde registrado no ano passado, não é suficiente para alcançar a meta climática.
Ben Backwell, presidente da Aliança Global de Energias Renováveis, defendeu que os governos tornem as energias renováveis uma prioridade econômica nacional. Entre as medidas citadas estão a ampliação das redes, a instalação de sistemas de armazenamento e a eletrificação de residências, transporte e indústria.
As negociações da COP deste ano, previstas para ocorrer na Turquia em novembro, devem abordar o uso da eletricidade em mais setores. A proposta é elevar para 35% a participação de fontes elétricas no consumo final de energia global até 2035.




