O ataque contra a Bitget se soma a uma sequência de roubos de grande escala no mercado de criptomoedas. A corretora revelou nesta sexta-feira, 25 de setembro, que aproximadamente US$ 350 milhões em ativos digitais foram levados de sua plataforma.
O caso mais expressivo citado é o da Bybit. Em fevereiro de 2025, a corretora perdeu US$ 1,5 bilhão em ether, no que pesquisadores classificaram como o maior roubo de moedas digitais até o momento. O FBI atribuiu a ação à Coreia do Norte e afirmou que os recursos foram convertidos rapidamente em outras criptomoedas e distribuídos por milhares de endereços em diferentes blockchains.
A Coreia do Norte negou ter organizado roubos de criptomoedas. A identificação de responsáveis por ataques digitais ligados a governos é apontada como um desafio para a segurança cibernética.
Outros roubos de grande escala
Em agosto de 2021, hackers retiraram cerca de US$ 610 milhões da Poly Network, plataforma voltada a transações de tokens ponto a ponto. Os responsáveis devolveram depois quase todos os recursos.
A Ronin Network, blockchain ligada ao jogo online Axie Infinity, foi atacada em março de 2022. A ação provocou a perda de aproximadamente US$ 540 milhões em criptomoedas, incluindo cerca de 173.600 tokens de ether e 25,5 milhões de tokens de USD Coin.
Em janeiro de 2018, a Coincheck, corretora sediada em Tóquio, teve cerca de US$ 530 milhões em criptomoedas retirados de uma de suas “hot wallets”, carteiras digitais mantidas online. Na época, a agência de inteligência da Coreia do Sul apontou a possível participação de um grupo de hackers norte-coreano.
Também em Tóquio, a Mt. Gox perdeu bitcoins avaliados em quase US$ 500 milhões entre 2011 e 2014. A corretora havia movimentado 80% do comércio mundial de bitcoins e pediu recuperação judicial no início de 2014, depois que o ataque veio a público. Cerca de 24 mil clientes ficaram sem acesso aos recursos.
Cenário global
Pesquisadores da TRM Labs registraram US$ 2,9 bilhões em criptoativos roubados em 2022, distribuídos em 150 ataques. Autoridades globais também alertam que grupos do crime organizado usam criptomoedas para transferir fundos rapidamente entre países, sem recorrer ao sistema financeiro convencional.
O bitcoin surgiu em 2008, e desde então plataformas de negociação e redes blockchain têm sido alvo de ataques, expondo vulnerabilidades no mercado de criptoativos.



