O Ibovespa Futuro operava em alta nos primeiros negócios desta quinta-feira (17), com investidores avaliando o corte da Selic pelo Banco Central, novas pesquisas eleitorais e o desempenho dos mercados internacionais. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato avançava 0,53%, aos 188.600 pontos.
Na véspera, o Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O comunicado, porém, manteve em aberto os próximos passos da política monetária. Segundo o BC, o cenário de incerteza exige serenidade e cautela na condução das decisões. Essa foi a última reunião do banco antes da eleição presidencial em outubro.
Pesquisas eleitorais no radar
Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg apontou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Os dois, no entanto, permanecem em empate técnico. Uma nova pesquisa Datafolha está prevista para ser divulgada nesta quinta-feira, e os dados são acompanhados pelo mercado.
No exterior, as ações globais avançavam. O dólar permanecia próximo da máxima de sete semanas depois de o Federal Reserve promover seu primeiro aumento de juros em mais de três anos. A queda nos preços do petróleo também ajudava a reduzir a pressão sobre os mercados globais de títulos.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,79%, enquanto o S&P Futuro avançava 0,85% e o Nasdaq Futuro tinha alta de 1,12%. O dólar futuro recuava 0,39%, negociado a R$ 5,146.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos após a alta dos juros pelo Banco Central dos Estados Unidos. O Banco do Japão deve elevar sua taxa básica ao fim de uma reunião de dois dias, na sexta-feira.
As cotações do minério de ferro na China subiram pela segunda sessão consecutiva, com siderúrgicas intensificando as compras por via marítima antes de um feriado nacional. Já o petróleo operava em baixa, influenciado pelo aumento da oferta de petróleo bruto saudita.




