WASHINGTON — O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento de 3% para a economia global até 2026, apesar da permanência de riscos elevados. A instituição informou nesta quinta-feira, 10 de setembro, que a atividade mundial demonstrou mais resistência do que o esperado diante do choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio.
A avaliação foi apresentada por Julie Kozack, porta-voz do FMI, durante uma coletiva de imprensa. Ela afirmou que a economia global enfrentou o impacto energético do conflito de forma mais eficaz do que o previsto, mas ressaltou que os efeitos ainda não terminaram.
Pressões sobre a economia
Entre os principais riscos apontados pelo fundo estão a manutenção dos preços elevados do petróleo e do gás, o aumento da dívida global e a paralisação do processo de desinflação iniciado após a crise do custo de vida de 2022.
Kozack disse que as pressões relacionadas à dívida global estão aumentando de forma considerável. Segundo ela, a desinflação também estagnou, enquanto as expectativas de inflação no mundo subiram.
Apesar desse cenário, o FMI avalia que as expectativas de inflação continuam bem ancoradas no longo prazo. A instituição também considera que a produção econômica global segue a caminho de um crescimento robusto.
A projeção de 3% até 2026 ocorre em meio à continuidade dos preços altos de petróleo e gás e aos efeitos do choque energético ligado à guerra no Oriente Médio. Para o FMI, a resiliência demonstrada pela economia mundial superou as expectativas, mas os fatores de risco seguem presentes.



