A investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse apura o destino de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas por Mario Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). A Polícia Federal também recolheu sete armas registradas em nome do deputado federal, além de computadores e celulares.
As apreensões ocorreram na manhã desta quinta-feira (10), durante o cumprimento de mandados autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, a operação executa 49 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a PF, as armas estavam em um endereço diferente do informado no registro e apresentavam irregularidades. A corporação vai verificar se Frias cometeu crime de posse ilegal de arma de fogo. Os equipamentos eletrônicos recolhidos serão examinados pelos investigadores.
Emendas sob apuração
Uma das emendas, no valor de R$ 1 milhão, teria sido direcionada a um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo. A investigação aponta que a iniciativa não teria sido realizada. Também são analisadas possíveis contratações fraudulentas e a retrodatação de documentos.
Dados financeiros identificaram a movimentação de centenas de milhões de reais entre empresas que fariam parte do esquema investigado. Os suspeitos podem responder por peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Frias está entre os alvos da apuração sobre um possível desvio de emendas para financiar Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado participou do filme como produtor-executivo e roteirista. Karina Ferreira da Gama, dona do ICB e produtora da obra, também é alvo da operação.



