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Disputa por mapas eleitorais pode dar até nove cadeiras aos republicanos nos EUA

Estudo aponta que 34,8 milhões de americanos passaram a viver em distritos diferentes após mudanças articuladas por interesses partidários.

Disputa por mapas eleitorais pode dar até nove cadeiras aos republicanos nos EUA

Mudanças nos mapas eleitorais dos Estados Unidos alteraram a composição de distritos da Câmara dos Representantes e podem favorecer os republicanos com até nove cadeiras adicionais. O levantamento é da organização Protect Democracy, que identificou efeitos sobre 34,8 milhões de pessoas — aproximadamente um em cada 10 americanos.

Esse grupo passou a morar em distritos diferentes daqueles em que estava no ciclo eleitoral de 2024. O estudo também estima que cerca de um quinto da população vive agora em áreas onde mais de um quarto dos eleitores é novo em relação ao ciclo anterior.

A organização afirma que as alterações foram impulsionadas por disputas entre os partidos e por tentativas de criar vantagens eleitorais em diferentes estados. As novas divisões, segundo o relatório, vêm priorizando interesses partidários em vez de critérios como a geografia e a manutenção de comunidades com vínculos comuns.

A movimentação ganhou força depois que o ex-presidente Donald Trump incentivou o Legislativo do Texas, controlado por republicanos, a redesenhar os distritos para beneficiar o partido. A iniciativa foi seguida por uma reação na Califórnia, onde um referendo aprovou mudanças favoráveis aos democratas. Outros estados também adotaram medidas semelhantes.

Para a Protect Democracy, a estratégia pode reduzir a confiança nas eleições, proteger políticos que já ocupam cargos contra mudanças na opinião pública e dificultar a organização política. O relatório também alerta para o risco de um ciclo em que republicanos e democratas adotem ações mais frequentes e agressivas para preservar espaço.

“Se essa tendência continuar, fica em dúvida se autoridades eleitas ainda representam seus eleitores”, afirmou Ben Raderstorf, da Protect Democracy e coautor do estudo.

Em Missouri, as mudanças provocaram dúvidas sobre o distrito de cada eleitor e os candidatos que estarão na cédula de novembro. Depois de decisões conflitantes em instâncias inferiores, a Suprema Corte bloqueou na semana passada novos distritos apoiados por Trump, que haviam sido usados nas primárias. Com isso, o mapa anterior deverá ser retomado para a eleição geral.

A organização defende alternativas como a representação proporcional e uma trégua formal entre os partidos para a criação de mapas não partidários. Nove estados já adotam comissões independentes, mas o relatório ressalta limites ao modelo: a Califórnia suspendeu o sistema por referendo no ano passado, após a iniciativa do Texas.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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