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Classe C prioriza serviços públicos e pragmatismo nas escolhas políticas, diz pesquisador

Renato Meirelles afirma que o grupo reúne 107 milhões de pessoas e tem posições conservadoras, mas rejeita soluções punitivistas.

Classe C prioriza serviços públicos e pragmatismo nas escolhas políticas, diz pesquisador
Foto: Divulgação Instituto Locomotiva

A classe C reúne 107 milhões de pessoas e representa o principal retrato das dinâmicas da sociedade brasileira, segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. O pesquisador analisa as mudanças desse grupo no livro “Brasil da Maioria”, publicado pela Record.

A obra aborda as transformações da classe C nos últimos 25 anos, além de hábitos de consumo, posicionamentos políticos e valores sociais. Meirelles pesquisa o comportamento da população de baixa renda no Brasil desde o começo dos anos 2000.

Para ele, o conservadorismo da classe C existe, mas convive com empatia por pessoas que enfrentam dificuldades no cotidiano. O grupo também demonstraria resistência a respostas baseadas em punição.

Serviços públicos no centro das prioridades

Na avaliação de Meirelles, as divisões entre direita e esquerda têm menos peso para esse segmento do que questões práticas, como conseguir uma creche para os filhos ou atendimento em um posto de saúde. O pesquisador afirma que tanto a direita quanto a esquerda enfrentam dificuldades para compreender os desejos da classe C.

A relação com a prosperidade material e as expectativas em relação ao Estado também estão entre os temas discutidos no livro. Meirelles descreve a classe C como pragmática nas escolhas políticas.

Segundo o pesquisador, o descontentamento de parte desse grupo com a economia brasileira tende a ser mais aproveitado pelo bolsonarismo do que por Luiz Inácio Lula da Silva em uma campanha eleitoral. Em sentido contrário, pautas como o fim da escala 6x1 podem favorecer o campo de Lula por dialogarem com a ideia de empoderamento do trabalhador.

O voto feminino também é apontado como relevante nesse cenário. As mulheres, de acordo com Meirelles, tendem a rejeitar o radicalismo e demonstram maior sensibilidade à qualidade dos serviços públicos.

As análises foram apresentadas em uma entrevista do podcast Ilustríssima Conversa, que recebe, a cada duas semanas, autores de livros de não ficção e intelectuais para discutir pesquisas e obras. Entre os convidados mencionados estão Anita Prestes, Ronaldo Lemos, Dora Kaufman, Giselle Beiguelman, Djamila Ribeiro, Jairo Nicolau, Paula Sibilia, Adriana Negreiros, Benjamin Moser, João Paulo Charleaux e Rita Carelli.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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