O dólar à vista avançava ante o real nesta sexta-feira (11), em meio à reação dos investidores ao resultado do IPCA e à expectativa pelos dados de inflação dos Estados Unidos. O índice brasileiro caiu 0,32% em agosto de 2026 e acumulou alta de 4,22% em 12 meses.
Às 9h11, a moeda norte-americana subia 0,15%, negociada a R$ 5,111 na venda. No mercado futuro, o contrato para outubro tinha alta de 0,02% na B3, a R$ 5,128. O dólar comercial era cotado a R$ 5,102 para compra e R$ 5,103 para venda.
A deflação medida pelo IPCA ficou acima da estimativa de uma pesquisa da Reuters, que projetava queda de 0,29% no mês. Para o acumulado em 12 meses, a previsão era de alta de 4,27%.
Inflação americana no radar
Os mercados aguardavam a divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, prevista para 9h30, no horário de Brasília. O indicador é acompanhado antes da reunião do Federal Reserve, marcada para a próxima semana.
A expectativa é de aceleração dos preços ao consumidor em agosto, associada ao aumento do custo da gasolina. O resultado pode influenciar as próximas decisões do banco central dos Estados Unidos.
Também estava prevista para esta sexta-feira a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de outubro.
Decisão no Supremo
No Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça determinou o fim do sigilo dos inquéritos relacionados ao caso Master. A medida foi tomada após pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e permite o acesso público aos documentos.
A decisão ocorre poucos dias antes de uma sessão plenária que vai discutir a controvérsia envolvendo um relatório da Polícia Federal. O documento reúne registros de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.




