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Lula diz que faz ajuste fiscal na prática e defende aumento do salário mínimo

Em entrevista, presidente afirmou ter responsabilidade fiscal e criticou o mercado financeiro por cobranças sobre a dívida pública.

Lula diz que faz ajuste fiscal na prática e defende aumento do salário mínimo
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 10, que seu governo faz ajustes fiscais na prática e defendeu sua trajetória de responsabilidade nas contas públicas. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News, durante uma conversa sobre a dívida pública brasileira.

“Não tem essa de ficar discutindo ajuste fiscal. Ajuste fiscal eu faço na prática”, declarou Lula. Ele disse que seus três mandatos, principalmente os dois primeiros, demonstram responsabilidade fiscal e afirmou ter herdado um governo com déficit de 2,8% do PIB e sem orçamento.

O presidente também criticou a elite financeira do país, frequentemente associada à Faria Lima, avenida da capital paulista. Lula afirmou que o mercado reage ao aumento da dívida pública sem considerar temas sociais e de inclusão.

“Nesse País, não tem político nem banqueiro que tenha coragem ou autoridade de discutir responsabilidade fiscal comigo”, disse o presidente da República.

Salário mínimo e plano de governo

Lula apresentou o aumento do salário mínimo como uma das principais políticas públicas de sua gestão. Segundo ele, a medida não provoca inflação, mas amplia o poder de compra e melhora a vida dos trabalhadores. O presidente afirmou que, enquanto estiver no cargo, o salário mínimo terá reposição da inflação e crescimento do PIB, incluindo trabalhadores e aposentados.

O plano de governo prevê, de forma genérica, a continuidade de uma política macroeconômica voltada ao crescimento, à redução das desigualdades, à valorização do trabalho, à responsabilidade ambiental e fiscal, à queda dos juros e ao controle da inflação. O documento também menciona a criação de condições para reduzir de forma sustentada as taxas de juros e estimular investimentos e crescimento econômico.

A abordagem da campanha sobre responsabilidade fiscal provocou atritos cerca de dois meses atrás. Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo e ex-presidente da Petrobras, deixou de dar entrevistas após a repercussão de declarações dirigidas a integrantes do mercado financeiro.

Desde então, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, passou a ser o principal interlocutor da coordenação de campanha de Lula com o PIB brasileiro. O ex-ministro Fernando Haddad também é considerado uma figura central na agenda econômica de um eventual quarto mandato, embora esteja concentrado na campanha ao governo de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Pauta Viva com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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