O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (11) que o governo não pretende desvincular benefícios sociais e previdenciários do salário mínimo caso continue no poder. A declaração foi dada durante entrevista à Band News FM.
Durigan, que participou da coordenação da área econômica da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a manutenção da vinculação deve ocorrer junto com mudanças nas despesas públicas. Para ele, é necessário reduzir gastos obrigatórios e aperfeiçoar o arcabouço fiscal.
“É preciso diminuir o gasto obrigatório, mantendo a trava e melhorando o arcabouço fiscal”, afirmou o ministro. Ele também defendeu a redução das exceções dentro das regras fiscais e avaliou que não existe uma solução simples para equilibrar as contas.
Benefícios fiscais e investimentos
Segundo Durigan, o governo pretende combater benefícios fiscais destinados a setores com forte lobby. Como exemplo, citou o corte linear de benefício fiscal de 10% e afirmou que esse tipo de medida vem sendo enfrentado pela administração.
O ministro também declarou que a equipe pretende aumentar os investimentos em Saúde e Educação. Para isso, porém, será necessário revisar as rubricas do orçamento, sem abandonar a vinculação dos benefícios ao salário mínimo.
“Tem muita coisa a ser feita dentro do Brasil”, disse Durigan, ao mencionar problemas sociais e desigualdades. Ele relacionou a revisão de privilégios e a definição de metas à continuidade da estratégia do governo para as contas públicas.




