O Ministério Público da Bahia abriu nesta quinta (8) um procedimento administrativo para investigar se Pablo Marçal (PRTB) cometeu racismo religioso em declarações sobre religiões de matriz africana. O influenciador e candidato à Presidência afirmou que “se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai”.
As falas foram dadas em entrevista ao canal BNTV, fundado pelo apresentador Luiz Bacci. Na mesma ocasião, Marçal declarou que “todo macumbeiro é um derrotado na vida. É gente invejosa e que não prospera”. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, ele não se manifestou até a publicação do texto.
A abertura do procedimento foi determinada pela promotora Livia Sant’ Anna Vaz, titular da Promotoria de Combate ao Racismo e à Intolerância religiosa. A representante do Ministério Público também pediu à Delegacia de Repressão a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância que instaure um inquérito policial para apurar o caso.
Encaminhamento ao TSE
No documento, a promotora afirma que a Constituição protege a liberdade de consciência e de crença, além do livre exercício dos cultos religiosos, e proíbe formas de discriminação que atinjam direitos e liberdades fundamentais. Ela solicitou ainda o envio de uma cópia dos autos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), para as medidas cabíveis.
A iniciativa partiu de uma notícia de fato apresentada pela advogada Monique Damas da Costa Andrade.
Embora tenha registrado candidatura à Presidência, Marçal está inelegível. No ano passado, ele foi condenado a oito anos sem poder se candidatar por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições para a Prefeitura de São Paulo em 2024.



