BARREIRAS — Um princípio de rebelião no Conjunto Penal de Barreiras, no oeste da Bahia, foi controlado por volta das 23h50 da quarta-feira (9), após uma operação que envolveu policiais penais e militares. Não houve registro de feridos, informou a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
O tumulto começou na Ala C e envolveu internos transferidos do Conjunto Penal de Eunápolis. Segundo a Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Cerrado, cerca de 187 presos participaram da manifestação. Eles gritaram palavras de ordem, mencionaram o nome de uma facção criminosa e danificaram estruturas da unidade.
A Polícia Militar informou que o movimento começou por volta das 16h30. A resposta contou com equipes da Cipe Cerrado, da Companhia Independente de Policiamento Tático do Oeste (Cipt-O) e dos Pelotões de Emprego Tático Operacional (Peto) vinculados à 83ª e à 84ª Companhias Independentes da Polícia Militar (CIPM). Cerca de 40 policiais militares foram empregados.
Revista e transferência dos internos
Durante a ação, os internos foram retirados das celas e levados ao pátio. As equipes fizeram revistas e avaliaram a estrutura do presídio. Algumas celas tiveram danos e foram isoladas para manutenção. Depois, os presos retornaram às celas e foram distribuídos em outros espaços.
A Seap afirmou que nenhuma arma foi localizada na Ala C. A porta de uma das celas foi danificada, e os responsáveis já foram identificados. Eles devem responder por dano ao patrimônio público.
Três internos apontados pela Polícia Militar como lideranças de uma facção criminosa na Ala C também foram identificados e isolados em outra cela, como medida para prevenir novos atos de indisciplina. Conforme a polícia, os manifestantes alegaram insatisfação com a qualidade dos serviços oferecidos no conjunto penal.
Com o fim da operação, o presídio voltou à normalidade. A unidade abriga atualmente 859 custodiados.



