O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) manteve Adair Henriques na disputa por uma vaga de deputado federal. A decisão foi tomada por unanimidade em sessão plenária nesta segunda-feira (14), após os desembargadores rejeitarem o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para barrar a candidatura.
A impugnação apresentada pelo MPE citava uma condenação por improbidade administrativa relacionada à falta de repasse de mais de R$ 6 milhões ao instituto de previdência municipal durante a administração de Adair, que foi prefeito de Bom Jesus de Goiás.
Divergência sobre a inelegibilidade
Para o Ministério Público Eleitoral, o trânsito em julgado da condenação, ocorrido no ano passado, faria com que o candidato cumprisse oito anos de inelegibilidade. Nessa interpretação, ele não poderia participar de eleições até 2033.
A defesa argumentou que o período deveria ser contado a partir de 2019, quando houve a certificação de origem. O TRE-GO considerou uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu os direitos políticos de Adair até a definição do início da inelegibilidade.
Adair integra a chapa da Federação PSDB-Cidadania, que também tem os deputados federais Jeferson Rodrigues e Professor Alcides como principais nomes em busca da reeleição.
A composição, porém, perdeu Henrique Arantes, ex-deputado estadual. Ele comunicou a Marconi Perillo (PSDB) que desistiu da candidatura à Câmara Federal. Como a renúncia ainda não foi informada à Justiça Eleitoral, o nome dele não poderá ser trocado: o prazo legal terminou na segunda-feira, a 20 dias da eleição.
A chapa já havia substituído Flávia Teles, viúva de Maguito, por Ana Flávia Resende, após a renúncia de Flávia depois de uma segunda hospitalização. Os candidatos que deixaram a disputa repassaram suas bases a Felipe Cecílio. O PSDB estima conquistar duas cadeiras na Câmara Federal.



